Sexta, 09 de Outubro de 2026
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Três policiais morrem em queda de avião da PM em Minas

Aeronave caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, durante voo de rechecagem de habilitação. Causas do acidente ainda são investigadas.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
09/10/2026 às 20h53
Três policiais morrem em queda de avião da PM em Minas
Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, tenente Alice dos Santos Almeida e tenente Gabriela Emília Soares Resende são os mortos na queda da aeronave - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Três policiais militares morreram na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais, na tarde desta sexta-feira (9), em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço. A aeronave caiu nas proximidades do aeroporto que atende Ipatinga, durante um voo de treinamento para renovação das habilitações dos pilotos. As causas do acidente ainda são desconhecidas.

O avião era o Pegasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO, pertencente ao Comando de Aviação do Estado (ComAvE) da Polícia Militar.

Segundo a corporação, a aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, com destino ao Aeroporto Regional do Vale do Aço. Depois de pousar na região, realizou uma nova decolagem e caiu nas proximidades do terminal.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência na altura do km 43 da BR-458, em Santana do Paraíso. Duas equipes foram mobilizadas para o atendimento.

Quem eram os três policiais mortos

As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice Almeida e Gabriela Emília Soares Resende. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado da Polícia Militar de Minas Gerais.

O tenente-coronel Luis Fernando Silvestre era comandante do Esquadrão de Aviões do ComAvE e um dos pilotos mais experientes da corporação. Segundo a PM, acumulava mais de 5 mil horas de voo e tinha mais de 20 anos de serviço.

A tenente Gabriela Emília, de 35 anos, foi a primeira mulher da corporação habilitada como piloto de aeronaves de asa fixa. Ela havia retornado recentemente da licença-maternidade.

A tenente Alice Almeida, de 34 anos, também integrava a equipe de pilotos. Conforme informações divulgadas pela PM, as duas tenentes acumulavam aproximadamente 300 horas de voo cada uma.

Aeronave realizava voo de treinamento

Durante entrevista coletiva, a Polícia Militar informou que os três oficiais participavam de um voo de rechecagem de habilitação.

Esse procedimento faz parte das avaliações periódicas realizadas por pilotos para manter suas habilitações e verificar competências necessárias à operação das aeronaves.

O Pegasus 17 era utilizado pela corporação em missões operacionais e no transporte de órgãos destinados a transplantes.

De acordo com a PM, o avião estava com a documentação regular, tinha a manutenção em dia e havia passado por processos de modernização dos equipamentos.

A corporação informou ainda que os militares possuíam habilitação para realizar as atividades previstas no voo.

Essas informações não permitem estabelecer o que provocou o acidente, cuja causa dependerá de investigação técnica.

Cenipa investigará as causas da queda

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira, ficará responsável pela investigação aeronáutica.

Os investigadores deverão analisar as condições de operação, as circunstâncias do voo e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a queda.

Questionada sobre uma possível comunicação de emergência antes do acidente, a Polícia Militar informou que ainda não dispunha de dados suficientes para confirmar se a tripulação havia relatado algum problema.

Equipes da Polícia Civil e da Aeronáutica também participaram dos trabalhos relacionados à ocorrência.

Governo de Minas decreta luto oficial

O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias pela morte dos policiais militares.

A Polícia Militar lamentou a perda dos três integrantes da corporação e prestou solidariedade aos familiares e colegas.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da queda, sem prazo informado para a apresentação de conclusões.