
O mercado de vinhos de luxo alcançou um novo patamar nesta quinta-feira, 7 de maio, com a confirmação de um recorde histórico. Uma garrafa do lendário Domaine de la Romanée-Conti 1945 foi arrematada por US$ 812.500 (aproximadamente R$ 4 milhões), consolidando-se como o vinho mais caro já vendido em um leilão. O evento, organizado pela casa Acker em Nova York, superou todas as expectativas, ultrapassando em 130% o valor estimado pelos leiloeiros.
A raridade extrema deste rótulo justifica a cifra milionária. A safra de 1945 foi a última colhida antes do replantio total do vinhedo, que havia sido devastado pela praga filoxera. Devido às condições da época, a produção foi reduzida a apenas 10% do normal, resultando em apenas dois barris e cerca de 600 garrafas. Segundo John Kapon, presidente da Acker, este é considerado por muitos especialistas como o "melhor vinho já provado", representando o fim de uma era na viticultura da Borgonha.
O exemplar pertencia anteriormente à adega pessoal de Robert Drouhin e já detinha o recorde anterior, quando foi vendido em 2018 por US$ 558 mil. O leilão deste ano movimentou um total de US$ 25 milhões e estabeleceu 460 novos recordes mundiais para vinhos raros. Embora a identidade do comprador não tenha sido revelada, o feito reafirma o Romanée-Conti como o "santo graal" dos colecionadores globais.