
O prazo para a manutenção do plano de saúde de mais de 1.700 aposentados da Corsan/Aegea no Rio Grande do Sul está chegando ao fim. Em 21 de julho de 2026, encerra-se o período de 36 meses de custeio previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado durante o processo de privatização da companhia. Diante da iminência do corte, o Sindiágua/RS e a Associação dos Aposentados da Fundação Corsan (AAFCorsan) intensificaram a pressão sobre a empresa e o governo do Estado em busca de uma alternativa que evite o desamparo desses trabalhadores.
Na última terça-feira (5), uma rodada de negociação mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) colocou em pauta a possibilidade de prorrogar o plano de saúde IPERGS por mais 12 meses. Se aceita, a medida garantiria a cobertura até julho de 2027, oferecendo fôlego extra para que uma solução definitiva seja construída. A Corsan/Aegea está analisando a proposta, e uma nova audiência de mediação já foi agendada para o dia 9 de junho.
O Acordo: O ACT 2023/2024 estabeleceu que a empresa arcaria com 50% dos custos do plano para quem se aposentou até julho de 2023, mas apenas pelo prazo de três anos.
O Risco: Sem um novo acordo, os aposentados — muitos em idade avançada e com tratamentos contínuos — perderão o subsídio, o que pode inviabilizar a manutenção do plano devido aos altos custos de migração para o mercado privado.
Próximos Passos: Além da negociação no TRT-4, o Sindiágua/RS não descarta ingressar com ações judiciais coletivas caso a empresa mantenha a intransigência sobre a perenidade do benefício.
Para as lideranças sindicais, a questão ultrapassa as cláusulas financeiras e entra no campo da responsabilidade social, visto que os atingidos dedicaram décadas de trabalho ao saneamento do estado.