
Aos oito meses e meio de gestação, o que deveria ser um período de doce espera transformou-se em uma corrida contra o tempo para Alessandra Aires Rosa. Diagnosticada com trombose gestacional na 28ª semana de gravidez, a jovem de 26 anos depende de quatro aplicações diárias de Enoxaparina Sódica (Versa) para garantir a sua vida e a do bebê, previsto para chegar ao mundo em 14 de junho. No entanto, o alto custo do remédio e entraves burocráticos colocaram a família em uma situação de extremo desespero.
A família relata que, apesar dos laudos médicos detalhando a urgência, o pedido foi negado por peritos. Sobre o impasse, a Secretaria de Saúde de Bento Gonçalves esclareceu que o medicamento é fornecido pela Secretaria Estadual de Saúde, para alguns CIDs específicos, conforme os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde.
A pasta informou que a competência de deferimento e fornecimento deste medicamento é do Estado, sendo o Município responsável apenas pela dispensação na Farmácia de Medicamentos Especializados (Farmácia Central) dos itens já autorizados. No caso de Alessandra, a Secretaria confirmou que a dispensação foi indeferida pelo Estado.
Enquanto a Defensoria Pública trabalha no caso — um processo que pode levar até 22 dias — a família vê o estoque de remédios chegar ao fim. “A gente tem medicação só até amanhã de manhã”, alerta a mãe, Noemi Aires Rosa, que já está vendendo itens de casa para custear o tratamento que chega a R$ 230,00 por dia.
A rotina de Alessandra é marcada pela dor física e pelo desgaste emocional. As injeções constantes deixam marcas nos braços e pernas, além do inchaço que dificulta as tarefas mais simples. Noemi reforça que o objetivo é a saúde da filha: “A gente não quer dinheiro. A gente só quer a doação da medicação porque a gente sabe que ela tem que tomar”.
Para quem deseja ajudar Alessandra a garantir um nascimento seguro para seu filho, o contato deve ser feito diretamente com a família:
Telefone de contato: (54) 99700-7926
Endereço: Rua João Busnello, 735, Bairro Ouro Verde, Bento Gonçalves.
A história de Alessandra é um lembrete da força que surge quando uma comunidade se une. “A gente que é ser humano, a gente é solidário, e eu tenho certeza que o povo de Bento Gonçalves não vai nos deixar na mão”, diz Noemi, confiante na empatia local. O desespero desta família é real diante de uma gravidez de risco, mas a esperança de que Alessandra consiga suas doses diárias de saúde repousa agora na generosidade de quem puder contribuir.
