
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) ofereceu denúncia contra o professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa. Ele é acusado de cometer doze crimes contra dez mulheres diferentes, em uma lista de delitos que abrange estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado.
A denúncia formal do MP-RS é o desdobramento de um inquérito concluído no final de 2025 pela Polícia Civil, quando o professor chegou a ser indiciado por crimes sexuais que, segundo os autos, teriam sido cometidos 24 vezes.
A apuração policial durou cerca de três meses e reuniu um vasto e denso material probatório. Os investigadores colheram depoimentos de 18 vítimas e 16 testemunhas, além de anexarem perícias, exames e diversas provas documentais. De acordo com as autoridades, a série de abusos teria acontecido ao longo de mais de uma década, entre os anos de 2013 e 2025.
No decorrer das investigações, Conrado Paulino da Rosa chegou a ser preso preventivamente no dia 26 de setembro do ano passado. No entanto, o advogado foi solto por decisão da Justiça menos de um mês depois. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade, mas segue sendo monitorado de forma contínua pelo uso de tornozeleira eletrônica.
O escândalo abalou o meio jurídico gaúcho devido à notoriedade do suspeito. À época em que os fatos vieram à tona, Conrado atuava como professor para turmas de graduação e mestrado na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), em Porto Alegre. Devido à gravidade das acusações, ele foi sumariamente demitido da instituição no dia 18 de setembro.
Sua trajetória profissional incluía a coordenação da pós-graduação em Direito de Família e Sucessões. Ele também foi presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família - Seção Rio Grande do Sul (IBDFAM-RS) e, em sua biografia pública, ostenta a autoria de 18 obras e livros na área jurídica.
Procurada, a defesa de Conrado Paulino da Rosa, representada pela advogada Fernanda Osorio, informou que ainda não teve acesso ao teor completo da denúncia apresentada pelo Ministério Público. "Tão logo o tenhamos, nos manifestaremos", declarou a representante legal.