
Após dois dias de julgamento, o Tribunal do Júri condenou cinco homens pela chacina que vitimou cinco pessoas em Cidreira, no Litoral Norte gaúcho, em abril de 2024. A sentença, proferida na noite de sexta-feira no Foro de Tramandaí, impôs penas severas que, somadas, ultrapassam dois séculos de reclusão. Os réus foram considerados culpados por homicídios qualificados, tentativas de assassinato, associação criminosa, roubos, incêndio e destruição de cadáveres.
As maiores penas foram aplicadas a Jéferson da Silva Veiga e Cristiano Berger, condenados a 209 anos e 10 meses de reclusão cada. Pablo Silva Souza da Silva recebeu 164 anos, enquanto Eduardo Matteo Torres foi sentenciado a 140 anos — todos em regime fechado e sem o direito de recorrer em liberdade. O quinto réu, Dionatan Freitas Vieira, foi condenado a 3 anos em regime semiaberto por associação criminosa e teve a prisão preventiva revogada devido ao tempo já cumprido.
O crime, motivado por disputas entre facções do tráfico de drogas, ocorreu quando o grupo invadiu duas residências. No primeiro local, três pessoas foram mortas e o imóvel foi incendiado para destruir provas e carbonizar os corpos. Na sequência, em um segundo endereço, os criminosos executaram mais duas vítimas. O magistrado destacou a "audácia e desprezo pela vida humana" demonstrados pelos agentes, que agiram em plena luz do dia e colocaram em risco toda a vizinhança ao atearem fogo na área residencial.