
O Governo Federal e o Estado de São Paulo estruturaram uma força-tarefa emergencial para auxiliar o Amazonas no combate ao avanço dos incêndios florestais. O estado registrou 1.380 focos de queimada nos primeiros dez dias de outubro de 2026, representando uma alta de 271% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A operação envolve a mobilização de duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), quatro aviões do modelo Air Tractor e dois helicópteros. Além disso, o contingente conta com o reforço de 290 brigadistas federais e uma equipe especializada de 30 profissionais — entre bombeiros militares e agentes da Defesa Civil — enviada pelo governo paulista.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) oficializou o reconhecimento de emergência para 36 municípios amazonenses afetados. A chancela possibilita a liberação direta de verbas federais para ações de socorro, resposta e assistência humanitária.
A fumaça decorrente das queimadas voltou a cobrir a capital Manaus e municípios do interior. Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam que a maior parte dos focos ativos está localizada em terras públicas e áreas de assentamentos federais.