Sábado, 05 de Setembro de 2026
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Ministério Público denuncia 12 agentes da Prefeitura de Farroupilha por suspeita de peculato

Processo sob segredo de justiça apura uso indevido de maquinários, veículos e recursos municipais nas Secretarias de Saúde, Obras e Agricultura

Redação
Por: Redação
05/09/2026 às 11h36
Ministério Público denuncia 12 agentes da Prefeitura de Farroupilha por suspeita de peculato
Foto: Luís Carlos Muller / Rádio Spaço FM

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ofereceu denúncia contra 12 agentes públicos ligados à Prefeitura de Farroupilha por suspeita do crime de peculato. A ação penal, que tramita em segredo de justiça na Vara Criminal do município, investiga possíveis irregularidades no uso de bens, veículos, maquinários e recursos do município para fins particulares.

A denúncia é assinada pelo promotor de Justiça Vinicius Cassol e decorre de inquérito instaurado pela Polícia Civil. O grupo de investigados é composto por ex-secretários municipais, ocupantes de cargos de confiança (CCs), servidores de carreira e contratados temporários. As irregularidades apuradas teriam ocorrido principalmente no âmbito das secretarias municipais de Saúde, Obras e Agricultura.

Resumo da denúncia contra agentes públicos em Farroupilha:

  • Acusação: Peculato (uso ou apropriação indevida de bens públicos).

  • Denunciados: 12 pessoas (ex-secretários, cargos de confiança, servidores efetivos e temporários).

  • Setores Investigados: Secretarias de Saúde, Obras e Agricultura.

  • Origem do Inquérito: Suspeitas iniciadas entre 2020 e 2021; investigações de 2022 incluíram um ano de interceptações telefônicas.

  • Prejuízo Estimado: Valores apurados inicialmente situam-se entre R$ 14 mil e R$ 22 mil.

  • Situação Atual: Processo aguarda análise do juiz Enzo Carlo Di Gesu para recebimento ou rejeição da denúncia.

As suspeitas tiveram origem em relatos apontados entre os anos de 2020 e 2021, culminando na abertura do inquérito policial em 2022. Ao longo das apurações, foram colhidos depoimentos, documentos e realizadas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça por cerca de um ano. Com a chegada dos autos ao Judiciário, cabe ao juiz Enzo Carlo Di Gesu avaliar a peça acusatória. Caso a denúncia seja aceita, os acusados serão citados para apresentar defesa prévia no prazo de 10 dias.

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