
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução para abandonar gradualmente a tradicional projeção cartográfica de Mercator em favor de um modelo que represente com precisão as dimensões reais dos continentes. A proposta, apresentada pelo ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, recebeu o apoio de 164 nações. Apenas os Estados Unidos votaram contra a medida, enquanto seis países se abstiveram.
Desenvolvido pelo cartógrafo Gerardus Mercator em 1569 para auxiliar na navegação marítima, o mapa tradicional apresenta distorções ao ampliar as áreas próximas aos polos e encolher as regiões equatoriais. Com isso, territórios do Hemisfério Norte parecem significativamente maiores do que são em relação ao Sul Global. A resolução da ONU recomenda a transição para a projeção Equal Earth (Terra Equalizada), criada em 2018 para retratar a proporção exata de massas terrestres e oceanos.
Resumo da aprovação do novo mapa-múndi na ONU:
Votação: Aprovação por 164 países na Assembleia Geral; apenas os EUA votaram contra, com 6 abstenções.
Mudança Cartográfica: Substituição gradual do mapa de Mercator (1569) pela projeção Equal Earth (2018).
Objetivo: Corrigir distorções históricas que encolhem visualmente a África e a América do Sul.
Alcance: Recomendação para atualização de materiais escolares, documentos oficiais e plataformas digitais.
Implementação: Encontro em 2027 reunindo Togo, Unesco, União Africana e empresas de tecnologia como o Google Maps.
Apesar de as resoluções da Assembleia Geral não possuírem caráter de cumprimento obrigatório, a decisão serve como diretriz global para a atualização de currículos educacionais e tecnologias de navegação digital. O governo do Togo anunciou que planeja realizar um evento no primeiro trimestre de 2027, em parceria com a Unesco, a União Africana e empresas de tecnologia, para estruturar a adoção prática do novo modelo cartográfico.