Quarta, 08 de Julho de 2026
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Morador de Bento e mais três pessoas são indiciadas por morte em SP

Homem de 27 anos foi denunciado pelo Ministério Público pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrido em um salto de rope jump.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
08/07/2026 às 18h52
Morador de Bento e mais três pessoas são indiciadas por morte em SP

Um morador de Bento Gonçalves está entre os quatro indiciados pela morte de uma jovem durante um salto de rope jump no interior de São Paulo. Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) junto com outras três pessoas. Os quatro estão presos, e nenhum deles foi condenado até o momento.

A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu em 13 de junho, após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP). Segundo o MP, ela caiu sem a corda de segurança devidamente conectada.

A denúncia foi apresentada na terça-feira (7). De acordo com o Ministério Público, os responsáveis pela atividade "tinham pleno conhecimento dos riscos" e teriam deixado de adotar as cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos.

Os quatro foram indiciados por homicídio com dolo eventual — figura jurídica que se aplica quando a pessoa assume o risco de matar, ainda que sem a intenção direta. Três deles — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — respondem pela acusação qualificada por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A quarta indiciada, Evelyne dos Santos Gonçalves, foi denunciada por homicídio com dolo eventual qualificado por omissão imprópria e por fraude processual.

O MP pediu a manutenção da prisão preventiva dos três homens e a conversão da prisão temporária em preventiva no caso da mulher. Os promotores também solicitaram que a Justiça fixe uma reparação de R$ 200 mil pelos danos causados.

Agora, cabe à Justiça decidir se aceita ou não a denúncia. Caso aceite, será realizada uma audiência de instrução para ouvir os réus e definir se eles serão levados a júri popular. Até lá, todos são considerados investigados, sem condenação.

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