
O Brasil passa a ter um Dia Nacional do Vinho, a ser celebrado todos os anos no primeiro domingo de junho. A lei que cria a data foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta quarta-feira (8). A comemoração reconhece a importância econômica, cultural e turística da produção de vinho no país — uma atividade que tem na Serra Gaúcha o seu berço.
Embora o Brasil seja um produtor relativamente recente diante das tradicionais nações do vinho, foi a chegada dos imigrantes italianos ao Rio Grande do Sul, em 1875, que consolidou a atividade — a mesma história que faz de Bento Gonçalves a capital brasileira do vinho. De lá para cá, a vitivinicultura se tornou uma das principais atividades econômicas de várias regiões do país.
A lei tem origem em um projeto de 2004, de autoria do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Segundo o parlamentar, a data reconhece um setor que reúne mais de 16 mil famílias de produtores rurais, a maioria em pequenas propriedades de organização familiar, além de mais de 600 vinícolas, empregando cerca de 200 mil trabalhadores de forma direta e indireta. "É o reconhecimento de quem planta, colhe, produz, trabalha e faz do vinho brasileiro motivo de orgulho", afirmou.
O reconhecimento chega em um momento de expansão do mercado nacional. O consumo de vinho no país atingiu patamar recorde, de cerca de 440 milhões de litros, impulsionado pela melhora na qualidade dos rótulos nacionais, pela competitividade dos preços e pela ampliação do público consumidor.
Para as regiões produtoras, como a Serra Gaúcha, a expectativa é que a data ajude a impulsionar o turismo e a movimentar a economia local — dois pilares que, em Bento Gonçalves, já andam de mãos dadas com o vinho há quase 150 anos.