Quinta, 09 de Abril de 2026
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PT cede à pressão nacional e apoia Juliana Brizola no RS

Partido é obrigado a abrir mão de candidatura a governador pela primeira vez em 44 anos.

Redação
Por: Redação Fonte: Correio do Povo
09/04/2026 às 17h46 Atualizada em 09/04/2026 às 18h53
PT cede à pressão nacional e apoia Juliana Brizola no RS
Com sorriso amarelo, Edegar Pretto pode ser vice de Juliana Brizola - Foto: Reprodução/Especial NB

O cenário da política gaúcha acaba de registrar uma reviravolta histórica visando as eleições 2026. Pela primeira vez em 44 anos de trajetória eleitoral, o Partido dos Trabalhadores (PT) não terá um candidato próprio na disputa pelo comando do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A decisão drástica ocorre após intensa pressão da cúpula nacional da sigla, obrigando o diretório estadual a abrir mão da cabeça de chapa para apoiar oficialmente a pré-candidatura de Juliana Brizola, representante do PDT. Com a consolidação da aliança imposta por Brasília, o pré-candidato petista Edegar Pretto optou por recuar e retirar o seu nome da disputa.

O movimento sela uma mudança profunda na estratégia da legenda, que desde o ano de 1982 sempre esteve presente com nomes próprios nas eleições majoritárias estaduais. Ao longo de mais de quatro décadas, o partido conseguiu eleger dois governadores gaúchos: Olívio Dutra, em 1998, e Tarso Genro, em 2010. Apesar de um ato político recente ter reunido essas e outras lideranças históricas, como Raul Pont, numa tentativa de resistir à imposição e manter o protagonismo local, a direção nacional avaliou os resultados das últimas eleições — quando Miguel Rossetto (2018) e o próprio Edegar Pretto (2022) não avançaram ao segundo turno — e optou por unificar forças com partidos aliados para tentar retomar o comando do Palácio Piratini.

O grande desafio da sigla no Estado, a partir de agora, será manter a sua forte relevância institucional nas bases mesmo sem encabeçar a disputa eleitoral. A estratégia da direção partidária foca em assegurar um espaço de grande protagonismo e influência na composição de um eventual futuro governo liderado pelo PDT. A confirmação do apoio a Juliana Brizola intensifica drasticamente as articulações partidárias em todas as regiões, obrigando adversários e antigos aliados a recalcularem as suas rotas no xadrez político para a corrida eleitoral do próximo ano.

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