
O avanço e a força do comércio eletrônico abrem novas portas para o setor vitivinícola da Serra Gaúcha. Nesta quarta-feira (8), a sede do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) foi palco de um encontro estratégico onde a gigante Shopee apresentou um plano de negócios focado na inserção e no fortalecimento das vinícolas brasileiras em sua plataforma digital. A iniciativa, debatida em parceria com a Uvibra, tem o objetivo de conectar os produtores da nossa região a um público nacional muito mais amplo, explorando ferramentas digitais inovadoras para potencializar a comercialização dos rótulos nacionais.
A proposta do marketplace de origem singapurense, que atualmente é o maior do país em número de pedidos, vai muito além de uma simples adesão. O projeto piloto apresentado pelas equipes da plataforma inclui estratégias robustas de visibilidade, soluções em logística e o uso de inteligência artificial para conectar os produtos diretamente com os consumidores interessados. A gerente da divisão de supermercados da empresa, Lívia Bambuy, ressaltou o enorme potencial da bebida nacional e o foco da marca em impulsionar a produção local. A proposta abrange a criação de vitrines e lojas específicas para o mercado de vinhos, além de ações promocionais massivas, uso de rede de afiliados e suporte operacional direto para os empreendedores.
Atuando no Brasil há cinco anos, a plataforma enxerga o país como o seu principal mercado fora da Ásia e vem ampliando drasticamente o seu alcance em novos segmentos, especialmente na área de alimentos e bebidas. Lívia destacou que o grande diferencial do aplicativo é atuar também como um ambiente de descoberta e entretenimento, onde os usuários interagem através de vídeos, transmissões ao vivo (lives de vendas) e um forte algoritmo de recomendações de consumo, funcionando quase como uma rede social de compras. Para o presidente do CIC-BG, Daniel Panizzi, esse movimento é fundamental para a sobrevivência do setor. Segundo ele, o desafio do e-commerce não é individual, mas sim estrutural, exigindo caminhos e estratégias conjuntas para garantir que a produção chegue a novos consumidores em todo o território brasileiro.