Sábado, 07 de Março de 2026
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Acusada de ser mandante da morte do marido em Bento é solta pela Justiça

Ana Paula Fleck Borba foi solta nesta sexta-feira (6). Em nota, defesa destacou que o processo agora tramita em segredo de justiça e pediu respeito à presunção de inocência.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
07/03/2026 às 12h22
Acusada de ser mandante da morte do marido em Bento é solta pela Justiça
Ana Paula Fleck de Borba foi solta pela justiça no final da tarde desta sexta-feira, 6 de março - Foto: Reprodução/Especial NB

A Justiça da Comarca de Bento Gonçalves revogou, nesta sexta-feira (6), a prisão preventiva de Ana Paula Fleck Borba. Ela havia sido detida no decorrer desta semana sob a acusação de ser a mentora intelectual do assassinato do próprio marido, o advogado Roberto Fortunato Dall'Agnol. O crime ocorreu em setembro de 2021 e, segundo a Polícia Civil, havia sido forjado como um falso latrocínio (roubo seguido de morte).

A soltura foi confirmada por meio de uma nota oficial à imprensa divulgada pela defesa técnica da acusada, conduzida pelo advogado André Lamberti Bissaco. O documento informa que a decisão de revogação da prisão partiu do Juízo Criminal da Comarca local.

Defesa e segredo de Justiça

No comunicado oficial, a defesa destacou que o processo passou a tramitar sob absoluto segredo de justiça. O advogado de Ana Paula ressaltou que já está adotando todas as medidas legais cabíveis para garantir o "pleno exercício do contraditório, da ampla defesa e das garantias constitucionais" de sua cliente.

A nota faz ainda um apelo ao princípio fundamental do Estado de Direito em relação à presunção de inocência, repudiando a forma como o caso vem sendo tratado publicamente. Segundo o texto assinado por Bissaco, "não são admissíveis quaisquer julgamentos ou exposições precipitadas e desprovidas da verdade".

Relembre o caso

A prisão de Ana Paula foi uma das maiores reviravoltas criminais recentes na Serra Gaúcha. O assassinato ocorreu na madrugada de 11 de setembro de 2021, no bairro Conceição. A residência do casal foi invadida, Roberto foi amarrado, amordaçado e executado com um tiro na nuca. Diversos pertences, como joias e dinheiro, foram levados na ocasião.

Apesar de dois executores materiais já terem sido condenados a quase 90 anos de prisão no total, o avanço das técnicas de investigação da 1ª Delegacia de Polícia Civil apontou que a cena do roubo ocultava uma trama premeditada. A reabertura do inquérito reuniu indícios de que a esposa teria arquitetado o crime, fornecendo as chaves aos assassinos e ajustando os detalhes para simular o assalto enquanto estava na residência.

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