
A Justiça Federal deu uma resposta dura ao crime que parou Caxias do Sul em junho de 2024. Nesta quinta-feira (12), a 3ª Vara Federal de Passo Fundo proferiu a sentença condenatória de 15 pessoas envolvidas no assalto ao avião pagador no Aeroporto Hugo Cantergiani.
As penas, somadas, ultrapassam 520 anos de reclusão. Entre os condenados, as sentenças individuais são severas: algumas superam 50 anos, sendo a maior delas fixada em 64 anos, oito meses e um dia, em regime fechado.
Dos 17 indiciados nesta fase, 15 foram condenados por uma lista extensa de crimes: latrocínio (roubo com morte), explosão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, falsificação de símbolos (uso de viaturas falsas da PF) e posse de arma de uso restrito.
A investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Elísios, utilizou exames genéticos e laudos periciais para ligar o bando a outros ataques de grande repercussão, como o roubo à Prosegur no Paraguai, o roubo de ouro em Guarulhos (SP) e o domínio das cidades de Criciúma (SC) e Ourinhos (SP).
O crime ocorreu na noite de 19 de junho de 2024. Nove criminosos, utilizando fardas e viaturas clonadas da Polícia Federal, invadiram a pista do aeroporto para roubar R$ 30 milhões que chegavam em uma aeronave King Air.
A ação resultou em um confronto intenso com a Brigada Militar, culminando na morte trágica do 2º sargento Fabiano Oliveira, de 47 anos.
O Roubo: Os criminosos conseguiram levar R$ 14,4 milhões, fugindo em veículos que depois foram trocados por uma van escolar em uma área rural de Galópolis.
O Prejuízo: Outros R$ 15,6 milhões foram deixados para trás em uma caminhonete, junto com um dos assaltantes morto no confronto.
Ainda há mais de 20 investigados em outras etapas da operação que aguardam julgamento.