
A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, no Rio de Janeiro. Até o momento, a causa da morte não foi informada. A notícia foi confirmada no mesmo dia em que o público soube da morte de Laura Cardoso, aos 98 anos. Laura faleceu na segunda-feira (17), mas o falecimento ganhou repercussão nacional nesta terça. As duas perdas, em um intervalo de poucas horas, provocaram comoção entre admiradores da teledramaturgia brasileira.
Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 19 de outubro de 1934, Glória Menezes se chamava Nilcedes Soares de Magalhães. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, tornou-se uma das principais estrelas da televisão brasileira. A atriz estreou na TV Globo em 1967, na novela “Sangue e Areia”, e participou de mais de 40 produções da emissora. Entre seus trabalhos mais lembrados estão “Irmãos Coragem”, “Guerra dos Sexos”, “Brega & Chique”, “Rainha da Sucata”, “A Próxima Vítima”, “Torre de Babel”, “Senhora do Destino” e “A Favorita”. O último trabalho na televisão foi em “Totalmente Demais”, exibida entre 2015 e 2016. A trajetória da artista está reunida pelo Memória Globo.
No cinema, Glória integrou o elenco de “O Pagador de Promessas”, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1962. Também atuou em filmes como “Independência ou Morte” e “Se Eu Fosse Você”.
Glória foi casada por 59 anos com o ator Tarcísio Meira, morto em agosto de 2021 por complicações da Covid-19. O casal protagonizou novelas, peças e o seriado “Tarcísio & Glória”, tornando-se uma das parcerias mais conhecidas da televisão nacional.
Laura Cardoso, por sua vez, acumulou mais de cem produções e marcou diferentes gerações em novelas como “Mulheres de Areia”, “A Viagem”, “Chocolate com Pimenta” e “O Outro Lado do Paraíso”. Ela também construiu uma extensa trajetória no rádio, no teatro e no cinema. Segundo o Memória Globo, a atriz nasceu em São Paulo, em 13 de setembro de 1927.
As mortes de Glória Menezes e Laura Cardoso representam a despedida de duas pioneiras que acompanharam a formação e a consolidação da dramaturgia brasileira. Seus personagens permanecem preservados na memória afetiva do público e na história da cultura nacional.