
A passagem de um ciclone bomba pelo Rio Grande do Sul provocou forte agitação marítima e ressaca em municípios do Litoral Norte gaúcho neste fim de semana. O avanço da água do mar foi registrado principalmente nas orlas de Tramandaí, Imbé e Torres, mobilizando equipes da Defesa Civil e autoridades municipais.
Em Tramandaí, a água ultrapassou a linha das guaritas dos guarda-vidas e chegou próximo ao calçadão durante o pico da ressaca, verificado no sábado. Apesar da elevação da maré, não foram contabilizados prejuízos na infraestrutura da cidade. No limite com o município de Imbé, a força do vento e o avanço da água geraram ondas no rio Tramandaí — fenômeno conhecido como "pororoquinha" —, atraindo praticantes de surfe.
No município de Torres, a força do mar provocou estragos nos acessos de passarelas da praia. O prefeito Delci Behenck Dimer informou que a maré segue com oscilações no nível da água, mas ressaltou que não houve registro de feridos nem de danos materiais de maior gravidade.
Resumo dos impactos no Litoral Norte:
Tramandaí: Mar avançou próximo ao calçadão sem causar estragos; registro do fenômeno "pororoquinha" no rio.
Imbé: Água agitada e avanço do mar sobre a faixa de areia, sem danos materiais.
Torres: Danos nas entradas de passarelas devido à ressaca; oscilação da maré mantida.
Previsão: Efeitos do ciclone sobre a costa do Litoral Norte podem continuar até a madrugada de segunda-feira (10).
Conforme os órgãos de monitoramento e a Defesa Civil local, a expectativa é de que a influência da ressaca na região litorânea diminua gradualmente a partir da madrugada de segunda-feira.