
A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou, durante a realização do seu 41º Supremo Concílio, em Manaus, uma recomendação oficial para que seus membros, diáconos, presbíteros e pastores não participem e nem apoiem o movimento "Legendários", bem como outros grupos com características semelhantes.
A medida atende a uma consulta interna apresentada por integrantes da denominação no estado do Tocantins. Segundo a resolução teológica da igreja, as metodologias adotadas pelo movimento têm caráter "pragmático, neopentecostal e experiencial", colidindo com os ensinamentos das Escrituras Sagradas e com a tradição reformada.
Para fundamentar a orientação, a comissão doutrinária da IPB listou uma série de práticas consideradas inadequadas para a formação espiritual dos fiéis, incluindo:
Uso de isolamento na natureza e testes severos de resistência física e emocional;
Emprego de técnicas de impacto psicológico que reduzem o protagonismo do ensino bíblico;
Exigência de sigilo quanto às atividades internas, uso de uniformes padronizados e discursos motivacionais;
Cobrança de valores elevados para participação em retiros de 72 horas (cerca de R$ 1,5 mil por pessoa).
Posicionamento do movimento Legendários: Em nota oficial enviada à imprensa, o movimento esclareceu que a deliberação do Supremo Concílio da IPB trata-se de uma recomendação — e não de uma proibição absoluta —, ressaltando que cada igreja local tem autonomia para avaliar a orientação enviada aos seus fiéis.