Sexta, 26 de Junho de 2026
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Violência explode e Porto Alegre registra 7 assassinatos em 4 dias

A Polícia Civil investiga se seis das sete mortes em Porto Alegre têm relação com disputa entre grupos ligados ao tráfico de drogas.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
26/06/2026 às 19h05
Violência explode e Porto Alegre registra 7 assassinatos em 4 dias

Porto Alegre registrou sete homicídios entre terça-feira, 23, e sexta-feira, 26, em uma sequência de ataques a tiros que mobilizou a Polícia Civil e a Brigada Militar. A investigação apura se parte dos crimes tem ligação com uma disputa entre grupos ligados ao tráfico de drogas.

A suspeita inicial é de que seis execuções ocorridas nos bairros Cristal, Mário Quintana e Passo das Pedras possam estar relacionadas. A Brigada Militar trabalha com a possibilidade de represálias entre grupos rivais. Até o momento, não há confirmação oficial sobre presos ligados aos homicídios.

O primeiro caso ocorreu na terça-feira, 23, na Rua Berlim, na região da Vila Pedreira, bairro Cristal. Gabriel Becker de Farias, de 30 anos, e Therick Eduardo da Cruz Melo, de 25, foram mortos a tiros dentro de uma Range Rover. A Polícia Civil trata o caso como execução.

Na noite de quinta-feira, 25, outro ataque ocorreu na Rua 6 de Novembro, no bairro Mário Quintana. O adolescente João Vittor Veiga Silveira, de 16 anos, morreu baleado. Outros dois jovens, de 19 e 22 anos, ficaram feridos. Segundo a Polícia Civil, homens em um veículo branco teriam feito os disparos.

Horas depois, três pessoas foram mortas dentro de uma casa na Rua Antônia Vilma Lago, no bairro Passo das Pedras, na zona norte. Uma das vítimas foi identificada como Lauren Eduarda Rodrigues Borba, de 20 anos. Os dois homens mortos ainda não tinham identificação confirmada até a última atualização.

A sequência teve novo caso no início da tarde desta sexta-feira, 26, no bairro Vila Jardim, na zona leste. Eduarda da Graça Machado foi morta a tiros na Praça Doutor Baltazar de Bem. A Brigada Militar foi acionada após relatos de disparos. A apuração inicial indica que duas pessoas em uma motocicleta passaram pelo local e atiraram contra a vítima.

A morte de Eduarda é tratada inicialmente como homicídio. A motivação ainda é desconhecida. Equipes da Brigada Militar, da Polícia Civil e do Instituto-Geral de Perícias atenderam a ocorrência e isolaram a área para os levantamentos.

As investigações estão divididas entre delegacias especializadas. A 6ª Delegacia de Homicídios apura as mortes da zona sul. A 5ª Delegacia de Homicídios investiga os casos nas zonas norte e leste.

O comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Marcio Luiz da Costa Limeira, informou que o policiamento foi reforçado nos pontos onde ocorreram os ataques. A operação deve ter apoio aéreo e seguir por tempo indeterminado.

A Polícia Civil deverá analisar imagens, ouvir testemunhas e cruzar informações entre os casos. O objetivo é confirmar se há conexão entre os ataques e identificar os responsáveis pelas mortes.

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