
A Polícia Civil identificou os dois homens mortos a tiros no início da tarde desta segunda-feira (17), no Centro de Lajeado. As vítimas são Alexsandro Pace Dias, de 27 anos, e Romário Pacheco da Silva, de 25.
O duplo homicídio ocorreu por volta das 13h, na rua Santos Filho, em frente a uma agência do Sicredi, no trecho entre as ruas Bento Gonçalves e Júlio de Castilhos. Mais de 40 disparos foram efetuados, segundo a Polícia Civil.
A perícia encontrou no local munições de calibre 9 milímetros, compatíveis com o uso de pistola. Alexsandro e Romário morreram antes da chegada do socorro.
As primeiras informações da investigação foram divulgadas pelo delegado Juliano Stobbe, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Lajeado. Segundo o delegado, as duas vítimas tinham antecedentes criminais por tráfico de drogas, homicídio e porte irregular de arma de fogo. A polícia também apura a ligação dos homens com grupos criminosos. Esses elementos são considerados na investigação da motivação do ataque.
De acordo com a Polícia Civil, Alexsandro e Romário estacionaram um veículo na rua Santos Filho e carregavam cerca de R$ 5 mil. O dinheiro seria utilizado para fazer um depósito bancário.
Nesse momento, eles teriam sido surpreendidos por integrantes de um grupo rival e atingidos por uma sequência de disparos. A hipótese de conflito entre organizações criminosas ainda será aprofundada durante a investigação.
Informações preliminares indicam que três homens participaram da execução. Eles teriam chegado em um Renault Sandero prata e fugido depois do ataque.
O automóvel foi encontrado abandonado no bairro Floresta, em Lajeado. O veículo foi recolhido para perícia e poderá fornecer impressões, material genético ou outros vestígios capazes de auxiliar na identificação dos suspeitos.
A Polícia Civil também trabalha com imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para reconstituir o trajeto dos criminosos antes e depois do duplo homicídio.
Até a última atualização, não havia confirmação de prisões. A autoria ainda é investigada, e a suspeita de participação de um grupo rival não representa uma conclusão definitiva sobre a motivação.