
A Embrapa Uva e Vinho inaugurou oficialmente, na manhã da última sexta-feira, um moderno e amplo prédio de laboratórios em sua sede no município de Bento Gonçalves. A nova estrutura possui 2,2 mil metros quadrados distribuídos em dois pavimentos e demandou um aporte financeiro de aproximadamente R$ 22 milhões, consolidando-se como o maior investimento em infraestrutura realizado na unidade da Serra Gaúcha nos seus 50 anos de história.
A solenidade de inauguração contou com o prestígio de lideranças nacionais do setor agropecuário, incluindo a presença do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula, e da presidente nacional da Embrapa, Sílvia Massruhá. O complexo foi projetado para impulsionar a capacidade de pesquisa e inovação tecnológica focada na cadeia produtiva da fruticultura e da enologia.
O novo espaço físico passa a centralizar o setor de microbiologia da instituição, área responsável pela condução de estudos avançados com microrganismos de alto valor comercial e ambiental:
Coleção de Elite: O laboratório abriga um acervo científico com cerca de 5 mil leveduras isoladas diretamente de cascas de uvas cultivadas nas mais diversas regiões vitivinícolas do Brasil;
Aplicações Práticas: De acordo com a pesquisadora e curadora Bruna Agustini, o material genético possui aplicações estratégicas em enologia (produção de vinhos), controle biológico de pragas, biorremediação de solos e promoção do crescimento vegetal;
Histórico da Obra: O planejamento do complexo teve início ainda no ano de 2008, mas enfrentou paralisação em 2012 devido à escassez de verbas. A retomada definitiva ocorreu por meio de repasses do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal;
Ambientes de Integração: Além das alas laboratoriais, o local dispõe de auditório moderno, área de coworking para parcerias privadas e um estúdio tecnológico destinado à produção de conteúdos digitais.
A chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da unidade, Andrea De Rossi, reforçou que a estrutura foi idealizada para estreitar os laços com o mercado e com instituições acadêmicas parceiras. Outro ponto alto do projeto é o Laboratório Multiusuário, que integrará cientistas de mais de dez unidades distintas da Embrapa em pesquisas focadas exclusivamente na qualidade e na saudabilidade dos alimentos produzidos no país.