Domingo, 21 de Junho de 2026
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Polícia prende mais três suspeitos pela morte de jovem em salto de rope jump

Investigação aponta que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada de uma altura de 40 metros sem nenhuma corda de segurança

Redação
Por: Redação
21/06/2026 às 08h19
Polícia prende mais três suspeitos pela morte de jovem em salto de rope jump
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu, neste sábado (20), uma mulher e dois homens suspeitos de envolvimento direto na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem perdeu a vida no último sábado (13) após ser lançada da "Ponte do Esqueleto", em Limeira, no interior paulista, durante a prática do esporte radical rope jumping (salto de corda). As identidades dos novos detidos não foram divulgadas oficialmente pelas autoridades.

Com os novos mandados cumpridos, o caso já soma seis pessoas presas. Na última terça-feira (16), outros três instrutores identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — responsáveis diretos por auxiliar a jovem na plataforma de salto — foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Falha gravíssima e dolo eventual

Os desdobramentos do caso chocaram o país, especialmente após a circulação de imagens que registraram a queda da vítima:

  • Sem Proteção: De acordo com as investigações policiais, Maria Eduarda deveria estar amarrada a duas cordas de segurança, porém, nenhuma delas havia sido instalada ou fixada no momento da atividade;

  • Queda Livre: A jovem foi arremessada de uma altura aproximada de 40 metros sem qualquer barreira ou equipamento que retivesse o impacto;

  • Esquecimento Técnico: Em depoimento à delegada Andrea Levy, responsável pelo inquérito, os três funcionários operacionais alegaram que "não se lembram" de quem era a função de instalar ou fiscalizar os cabos de retenção no dia do evento;

  • Câmera Desaparecida: Além de apurar a negligência na montagem da estrutura, a Polícia Civil tenta localizar uma câmera de ação que estava com a jovem no momento da queda e que desapareceu do local do fato.

O caso está sendo conduzido pelas autoridades policiais como homicídio com dolo eventual, tipificação jurídica aplicada quando os responsáveis pela atividade assumem textualmente o risco de causar a morte, mesmo sem ter o objetivo direto de provocá-la.

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