
A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu, neste sábado (20), uma mulher e dois homens suspeitos de envolvimento direto na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem perdeu a vida no último sábado (13) após ser lançada da "Ponte do Esqueleto", em Limeira, no interior paulista, durante a prática do esporte radical rope jumping (salto de corda). As identidades dos novos detidos não foram divulgadas oficialmente pelas autoridades.
Com os novos mandados cumpridos, o caso já soma seis pessoas presas. Na última terça-feira (16), outros três instrutores identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — responsáveis diretos por auxiliar a jovem na plataforma de salto — foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Os desdobramentos do caso chocaram o país, especialmente após a circulação de imagens que registraram a queda da vítima:
Sem Proteção: De acordo com as investigações policiais, Maria Eduarda deveria estar amarrada a duas cordas de segurança, porém, nenhuma delas havia sido instalada ou fixada no momento da atividade;
Queda Livre: A jovem foi arremessada de uma altura aproximada de 40 metros sem qualquer barreira ou equipamento que retivesse o impacto;
Esquecimento Técnico: Em depoimento à delegada Andrea Levy, responsável pelo inquérito, os três funcionários operacionais alegaram que "não se lembram" de quem era a função de instalar ou fiscalizar os cabos de retenção no dia do evento;
Câmera Desaparecida: Além de apurar a negligência na montagem da estrutura, a Polícia Civil tenta localizar uma câmera de ação que estava com a jovem no momento da queda e que desapareceu do local do fato.
O caso está sendo conduzido pelas autoridades policiais como homicídio com dolo eventual, tipificação jurídica aplicada quando os responsáveis pela atividade assumem textualmente o risco de causar a morte, mesmo sem ter o objetivo direto de provocá-la.