Quinta, 18 de Junho de 2026
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Erveiras gaúchas conquistam medalhas de ouro no Mundial de Erva-Mate

Marcas gaúchas dominaram premiações máximas em Buenos Aires; júri internacional avaliou mais de 400 amostras com base em critérios sensoriais e visuais

Redação
Por: Redação
15/06/2026 às 19h49 Atualizada em 15/06/2026 às 20h11
Erveiras gaúchas conquistam medalhas de ouro no Mundial de Erva-Mate
Foto: Reprodução

A tradição do chimarrão gaúcho alcançou o topo do pódio internacional. As indústrias ervateiras do Rio Grande do Sul foram as grandes protagonistas do primeiro Mundial de Erva-Mate, realizado em Buenos Aires, na Argentina. Sediado no Museo del Mate, o evento inédito reuniu 406 amostras de produtos vindos de diversas partes do mundo e coroou a qualidade do cultivo e processamento realizado no território gaúcho com uma enxurrada de medalhas de ouro e reconhecimentos especiais.

No total, oito marcas do Rio Grande do Sul atingiram a classificação máxima de "Gran Oro", concedida apenas aos produtos que atingiram a excelência em todas as etapas de análise. Além disso, a delegação de produtores do Estado garantiu mais cinco medalhas de ouro, sete de prata e três de bronze, enquanto outras seis empresas receberam menções honrosas pela alta qualidade de suas matérias-primas e blends comerciais.

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O sistema de pontuação começou em 100 pontos para cada concorrente, sofrendo descontos severos diante de qualquer falha na cor, aroma ou sabor.

A metodologia de avaliação foi desenvolvida para testar os limites sensoriais do produto em diferentes fases de consumo:

  • Critérios de Análise: Uma bancada de jurados internacionais avaliou as propriedades visuais a seco, as respostas olfativas da infusão na cuia e os aspectos gustativos de licores extraídos de forma líquida da erva-mate;

  • O Topo do Ranking: Para garantir o selo "Gran Oro", a erva precisava somar 94 pontos ou mais. A medalha de ouro ficou com a faixa de 90 a 93,9 pontos; a prata com 86 a 89,9; e o bronze para as notas entre 82 e 85,9 pontos;

  • Destaque de Ilópolis: A marca produzida pela Ervateira Amável, sediada no município de Ilópolis, conquistou a maior nota entre as amostras estritamente gaúchas, garantindo um "Gran Oro" com pontuação quase perfeita;

  • DNA Gaúcho no Exterior: A grande campeã geral do mundial foi a marca intitulada Uruguai. Embora seja industrializada em solo argentino, a marca utiliza integralmente folhas cultivadas e colhidas em solo gaúcho, gabaritando o concurso sem perder um único ponto.

O corpo de avaliadores contou com um painel multidisciplinar de engenheiros químicos, baristas de café, sommeliers de vinho e sommeliers formados em erva-mate, representando nações como Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Polônia e Rússia. As categorias separaram os produtos entre os padrões de consumo argentino, uruguaio, brasileiro (chimarrão), tererê e bebidas mistas derivados. Entre as marcas gaúchas que brilharam no painel de premiadas figuram nomes como Ka’a eté, GOAT, Seiva Verde, Portão e Ki Mate.

Após o sucesso do debute do campeonato na capital argentina, a comissão organizadora trabalha para fixar o torneio de forma anual. Diante do excelente desempenho local, o sommelier e jurado brasileiro Rafael Becker iniciou as articulações para trazer a sede da segunda edição mundial para Porto Alegre, consolidando a força da erva-mate gaúcha.

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