Quarta, 27 de Maio de 2026
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Servidor público é preso por descumprir medida protetiva

Investigado de 43 anos também é alvo de nova denúncia por suspeita de armazenar e expor fotos íntimas de outra ex-companheira.

Redação
Por: Redação
27/05/2026 às 19h25
Servidor público é preso por descumprir medida protetiva
Uma segunda mulher compareceu à delegacia para registrar uma ocorrência contra o mesmo servidor. (Foto: Rádio Ativa/Reprodução)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio dos agentes da Delegacia de Polícia de Nova Prata, efetuou a prisão preventiva de um servidor público de 43 anos da Prefeitura de Protásio Alves. O homem é investigado pelo crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, amparadas pela Lei Maria da Penha.

O mandado judicial foi expedido e cumprido após o setor de investigação reunir provas robustas de que o funcionário público ignorou as determinações da Justiça que o obrigavam a manter distância de sua ex-companheira. Diante do risco à integridade da vítima, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi aceita pelo Poder Judiciário. O homem foi capturado e encaminhado ao Presídio Estadual de Nova Prata.

Nova denúncia e mandado de busca

O caso ganhou novos desdobramentos no decorrer das apurações. Uma segunda mulher compareceu à delegacia para registrar uma ocorrência contra o mesmo servidor.

  • O relato: A nova testemunha informou que também manteve um relacionamento afetivo com o suspeito no passado.

  • A suspeita: Ela relatou que o investigado mantinha fotografias íntimas suas armazenadas em aparelhos eletrônicos e que estaria exibindo as mídias para terceiros com o claro objetivo de manchar e macular a sua honra.

Diante da gravidade do novo relato, os policiais civis solicitaram e obtiveram um mandado de busca e apreensão para a residência do suspeito. A ordem foi cumprida no sábado (23), resultando na apreensão do telefone celular do servidor. O aparelho passará por perícia técnica para constatar o crime digital.

A Delegacia de Polícia responsável pelo caso alertou que o descumprimento de medidas protetivas de urgência é um crime grave que pode resultar em prisão preventiva por tempo indeterminado. A polícia reforça que decisões judiciais devem ser rigorosamente respeitadas e que novos canais de denúncia estão abertos para proteger mulheres vítimas de violência doméstica na região.

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