
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio dos agentes da Delegacia de Polícia de Nova Prata, efetuou a prisão preventiva de um servidor público de 43 anos da Prefeitura de Protásio Alves. O homem é investigado pelo crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, amparadas pela Lei Maria da Penha.
O mandado judicial foi expedido e cumprido após o setor de investigação reunir provas robustas de que o funcionário público ignorou as determinações da Justiça que o obrigavam a manter distância de sua ex-companheira. Diante do risco à integridade da vítima, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi aceita pelo Poder Judiciário. O homem foi capturado e encaminhado ao Presídio Estadual de Nova Prata.
O caso ganhou novos desdobramentos no decorrer das apurações. Uma segunda mulher compareceu à delegacia para registrar uma ocorrência contra o mesmo servidor.
O relato: A nova testemunha informou que também manteve um relacionamento afetivo com o suspeito no passado.
A suspeita: Ela relatou que o investigado mantinha fotografias íntimas suas armazenadas em aparelhos eletrônicos e que estaria exibindo as mídias para terceiros com o claro objetivo de manchar e macular a sua honra.
Diante da gravidade do novo relato, os policiais civis solicitaram e obtiveram um mandado de busca e apreensão para a residência do suspeito. A ordem foi cumprida no sábado (23), resultando na apreensão do telefone celular do servidor. O aparelho passará por perícia técnica para constatar o crime digital.
A Delegacia de Polícia responsável pelo caso alertou que o descumprimento de medidas protetivas de urgência é um crime grave que pode resultar em prisão preventiva por tempo indeterminado. A polícia reforça que decisões judiciais devem ser rigorosamente respeitadas e que novos canais de denúncia estão abertos para proteger mulheres vítimas de violência doméstica na região.