Quarta, 27 de Maio de 2026
Publicidade

Operação mira facção 'Bala na Cara' após duplo homicídio

Ofensiva da DHPP cumpriu mandados em condomínio e no Complexo Prisional de Charqueadas; câmeras usadas por traficantes foram apreendidas

Redação
Por: Redação
27/05/2026 às 11h13 Atualizada em 27/05/2026 às 13h25
Operação mira facção 'Bala na Cara' após duplo homicídio
Operação Revoada II ocorreu no Condomínio Machadinho, em Canoas. (Foto: PC)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Revoada II. O objetivo principal da ofensiva é desarticular o núcleo operacional e de comando da facção criminosa Bala na Cara, que atua no tráfico de entorpecentes em Canoas, na Região Metropolitana, e possui lideranças reclusas no sistema penitenciário.

A ação mobilizou dezenas de policiais para o cumprimento de nove ordens judiciais de busca e apreensão. Os mandados foram divididos entre alvos estratégicos no município de Canoas e em celas do Complexo Prisional de Charqueadas, de onde partiam ordens de execuções e gerenciamento de pontos de venda de drogas.

Monitoramento ilegal em condomínio

Em Canoas, o foco das equipes policiais foi o condomínio popular conhecido como Machadinho, localizado no bairro Fátima. De acordo com o relatório da investigação, membros da organização criminosa exerciam forte controle territorial sobre a área residencial, constrangendo moradores.

Durante as buscas nos blocos do residencial, os agentes localizaram e apreenderam oito câmeras de monitoramento. Os equipamentos haviam sido instalados ilegalmente pelos traficantes em pontos altos e postes para vigiar a rotina do condomínio e antecipar a chegada de viaturas da Brigada Militar ou da Polícia Civil.

Elucidação de duplo homicídio

A delegada Graziela Zinelli, que coordenou as ações da Operação Revoada II, esclareceu que as buscas servem para robustecer o conjunto de provas de um inquérito que apura um duplo homicídio consumado no dia 21 de janeiro deste ano, no bairro Rio Branco.

Na ocasião, o jovem Sérgio Recks Júnior, de 19 anos, e a sua mãe, uma mulher de 51 anos, foram executados a tiros em via pública. A linha de investigação aponta de forma contundente que o crime foi motivado por fraturas e disputas internas entre criminosos pelo controle de territórios da região.

As câmeras apreendidas foram encaminhadas ao setor de perícia técnica e inteligência cibernética. Os policiais acreditam que as imagens gravadas nos dispositivos ajudem a identificar os executores diretos, motoristas e possíveis cúmplices que prestaram apoio logístico no dia do atentado contra mãe e filho.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários