
A União Europeia (UE) anunciou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco econômico. A medida, que entra em vigor no dia 3 de setembro de 2026, é motivada pela falta de garantias brasileiras quanto ao cumprimento de normas rigorosas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A UE exige provas de que esses medicamentos são usados apenas em casos extremos e que os prazos de carência — tempo entre a aplicação e o abate — sejam estritamente respeitados.
Se a decisão não for revertida a tempo pelo governo brasileiro, o Rio Grande do Sul sentirá um impacto direto e profundo em sua balança comercial. O estado é o terceiro maior exportador de carne de frango do país e possui um dos rebanhos bovinos mais qualificados para o mercado externo. Segundo o coordenador do Nespro da UFRGS, Júlio Barcellos, o setor corre contra o tempo para publicar instruções normativas que proíbam substâncias já vetadas em solo europeu e organizar o sistema de rastreabilidade.
Qualidade Sanitária: Apesar do veto, especialistas reforçam que a carne brasileira é saudável e passa por rigorosa inspeção oficial; o problema reside na adequação documental e legislativa às exigências da UE.
Preço ao Consumidor: Para quem espera uma queda no preço da carne no açougue local devido ao excedente, a notícia não é animadora. Barcellos aponta que o atual déficit global de carne bovina deve manter os preços estáveis no mercado interno.
Revisão: O governo federal já iniciou tratativas diplomáticas para tentar anular a exclusão antes do prazo de setembro, buscando comprovar que o Brasil está se alinhando às novas diretrizes de segurança alimentar.