
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), inaugurou, na terça-feira (11/5), o novo centro de atendimento em saúde (CAS) do Programa TEAcolhe RS em Santa Cruz do Sul, ampliando a rede de cuidado especializado às pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) na região dos Vales. O TEAcolhe RS é uma política pública estadual voltada ao atendimento integral, à inclusão e ao apoio às famílias de pessoas com autismo. O ato foi conduzido pela titular da SES, Lisiane Fagundes.
O CAS TEAcolhe Santa Cruz do Sul representa um avanço estratégico para a Região de Saúde 28, que concentra importante demanda reprimida e municípios separados por expressivas distâncias geográficas. Com o serviço, o Estado amplia a oferta de atendimentos especializados e reduz a necessidade de deslocamento das famílias para outros centros, qualificando o acesso e garantindo maior resolutividade no território.
“Já tínhamos TEAcolhe nas Apaes de Candelária e de Rio Pardo, e agora temos também em Santa Cruz. Com isso, a região passa a contar, junto com outros serviços de habilitação intelectual, com uma rede potente e resolutiva, capaz de impactar de forma positiva no atendimento das pessoas com autismo e suas famílias. Já tivemos mais de um milhão de atendimentos na rede TEAcolhe no Estado, o que nos enche de orgulho, porque é um programa que começou em Pelotas e agora já é lei estadual”, afirmou Lisiane.
Implantado na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Santa Cruz do Sul, o centro terá capacidade para atender até 150 usuários e realizar cerca de 1,2 mil procedimentos por mês, com custeio mensal de R$ 100 mil, repassado pela SES. A abrangência regional contempla outros dez municípios, além de Santa Cruz do Sul, Candelária e Rio Pardo: Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pântano Grande, Passo do Sobrado, Sinimbu, Vale Verde, Vale do Sol, Venâncio Aires e Vera Cruz.
“Nossa instituição preza pelo acolhimento, pela inclusão e pela excelência no atendimento. Com o novo programa, vamos ampliar nossos serviços em saúde junto aos serviços de assistência social e educação. Vamos passar de 550 atendidos para aproximadamente 700 em menos de seis meses, gerando um impacto social que alcança mais de duas mil pessoas, visto que todo o atendimento também acolhe os familiares”, declarou presidente da Apae de Santa Cruz do Sul, João Pedro Pires.
As equipes que atuam nos CAS são multiprofissionais, formadas por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicopedagogos e assistentes sociais, garantindo um cuidado integral e contínuo às pessoas com TEA e suas famílias. Entre os serviços ofertados estão avaliação diagnóstica, acompanhamento clínico-comportamental, intervenções em linguagem e comunicação, estímulo à autonomia funcional, orientação familiar e articulação com as redes de educação e assistência social.
“Somos muito gratos pela confiança e o apoio de todos. Agradecemos imensamente a nossa equipe, que hoje é composta por 80 profissionais, e que abraçaram o programa e realizaram todas as mudanças que foram necessárias para iniciar as atividades do novo CAS. Foi necessário adaptar nosso espaço para transformar mais vidas e ficamos imensamente felizes com esse novo passo”, concluiu Pires.

TEAcolhe RS
O TEAcolhe RS é um programa estadual instituído por lei, que atua de forma integrada nas áreas da saúde, educação e assistência social, promovendo o desenvolvimento das pessoas com autismo, a inclusão social e o fortalecimento do cuidado familiar. A política é estruturada em uma rede de serviços que inclui centros macrorregionais e regionais de referência e os CAS, responsáveis pelos atendimentos especializados realizados por equipes multiprofissionais, via sistema estadual de regulação.
Atualmente, o programa conta com 105 serviços em funcionamento em todo o Rio Grande do Sul, dos quais sete são centros macrorregionais de referência e 28 são centros regionais de referência. Ao todo, 70 CAS já disponibilizam atendimento à população e oito estão em fase de implementação. A meta é implantar 90 CAS em todo o Estado até o final de 2026.
Dados consolidados desde o início dos atendimentos do TEAColhe RS até janeiro de 2026 apontam para uma média mensal de 8,3 mil usuários atendidos e de 67,4 mil procedimentos. O investimento do governo do Estado reflete a prioridade da política. Somente em 2025, o aporte em custeio no programa ultrapassou R$ 129,5 milhões, assegurando a manutenção dos serviços, a ampliação da capacidade assistencial e a qualificação constante das equipes que atuam na linha de cuidado do autismo.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom