
O caso da morte de Geovane Matias Maciel, de 19 anos, ocorrido em março de 2022 em Bom Jesus, ganhou novos desdobramentos com a inclusão de mais dois policiais militares no inquérito. O Inquérito Policial Militar (IPM) indiciou o sargento André Remonti e o soldado Jeremias Pezzi Paim por omissão e prevaricação, além de fraude processual, diante da conduta do soldado Emerson Brião, autor dos quatro disparos que vitimaram o jovem.
Embora a ocorrência tenha sido registrada inicialmente como um confronto, um vídeo anônimo enviado ao Ministério Público mudou o rumo das investigações. As imagens revelam que Geovane estava com as mãos algemadas no momento em que foi morto. O soldado Brião sustenta a tese de legítima defesa, afirmando que a vítima teria tentado atacá-lo com uma faca, atingindo seu colete balístico. No entanto, a investigação da própria Brigada Militar sugere que a faca encontrada pode ter sido colocada no local para forjar o cenário de confronto.
A defesa dos PMs, conduzida pelos advogados Mauricio Adami Custódio e Ivandro Bitencourt Feijó, contesta o indiciamento e afirma que os laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) corroboram a versão dos policiais. Segundo os defensores, o vídeo divulgado estaria fora de contexto. Atualmente, os três policiais respondem ao processo em liberdade, mas permanecem afastados de suas funções enquanto a Justiça aguarda o retorno de novas diligências.
Vítima: Geovane Matias Maciel, 19 anos, suspeito de incendiar a casa da ex-companheira e com antecedentes criminais.
Investigação Original: Registrada como morte em confronto.
Reviravolta: Vídeo mostra Geovane imobilizado e algemado antes dos disparos.
Indiciamentos: Brião (homicídio e fraude processual); Remonti e Paim (prevaricação e fraude processual).