
Em assembleia geral realizada nesta segunda-feira, 4 de maio, os professores da rede municipal de Canoas decidiram pela continuidade da greve. A mobilização ganhou força após a Câmara de Vereadores aprovar a Lei nº 6.912, que estabelece o parcelamento da reposição salarial da categoria em seis vezes — uma proposta que já havia sido formalmente rejeitada pelos docentes em reuniões anteriores. Reunidos no ginásio do Sindicato dos Metalúrgicos, os profissionais reafirmaram que a medida não atende às necessidades básicas da classe e criticaram a falta de novas alternativas por parte do Executivo.
O Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) anunciou que pretende judicializar a questão. A entidade alega que houve vício de procedimento na aprovação do projeto de lei e buscará anular a medida nos tribunais. Enquanto isso, a prefeitura sustenta que o parcelamento é o limite financeiro do município e expressou preocupação com a manutenção da greve, embora afirme que o canal de diálogo com os educadores permanece aberto.
A paralisação não se resume apenas à forma de pagamento da reposição inflacionária. Os professores apresentaram uma lista extensa de reivindicações que buscam estruturar melhor o ensino municipal:
Remuneração: Pagamento integral do piso nacional do magistério, aumento real de salário e aplicação da chamada "Lei do Descongela".
Carreira e Pessoal: Revisão do plano de carreira e maior agilidade na convocação de novos professores concursados para suprir o déficit nas salas de aula.
Infraestrutura: Investimentos urgentes em segurança escolar e melhorias nas condições físicas das instituições.
Nesta terça-feira, 5 de maio, os docentes devem levar a mobilização para a capital gaúcha. O plano é participar de uma reunião da Comissão de Educação na Assembleia Legislativa em Porto Alegre para buscar apoio parlamentar e visibilidade estadual para o impasse em Canoas.