
A tarde deste domingo (19) foi de forte pressão no Beira-Rio. Após a frustrante derrota de virada por 2 a 1 para o Mirassol, válida pelo Brasileirão, o clima entre a torcida colorada e o elenco tornou-se hostil. Para evitar confrontos diretos, o Internacional montou um esquema de segurança reforçado, resultando na saída dos jogadores em comboio e sob escolta policial através do edifício-garagem do estádio.
Enquanto os atletas evitavam o contato com os manifestantes, o executivo de futebol Fabinho Soldado tomou uma atitude diferente. O dirigente foi ao encontro de um grupo de torcedores que protestavam nos portões para ouvi-los. Em tom conciliador, o ex-volante destacou seu carinho pelo clube e afirmou entender a indignação da arquibancada. "Vim aqui representar os jogadores e o clube. Entendo o tamanho do desafio e vamos fazer o impossível para reverter essa situação", declarou Fabinho durante o breve diálogo registrado pela imprensa.
A derrota em casa freou a expectativa de crescimento do Inter na tabela, diante de um público de mais de 30 mil pessoas. Sem tempo para lamentar, a equipe vira a chave para as competições de mata-mata. Na próxima quarta-feira, às 20h30, o Colorado enfrenta o Athletic pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso será no sábado, contra o Botafogo, no Mané Garrincha, em Brasília.