
O Brasil perdeu, nesta sexta-feira (17), um de seus maiores ícones esportivos: Oscar Schmidt. O "Mão Santa", como era carinhosamente conhecido, faleceu aos 68 anos em sua residência, em Santana de Parnaíba (SP), após sofrer uma parada cardiorrespiratória. De acordo com informações hospitalares, o ex-atleta já chegou sem vida ao Hospital Municipal Santa Ana. Em sinal de profundo pesar, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, assinou o decreto de luto oficial de três dias em todo o território nacional.
Considerado o maior cestinha da história do basquete mundial e o principal nome da modalidade no país, Oscar deixou um legado de obstinação e patriotismo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em viagem oficial à Espanha, manifestou-se pelas redes sociais, exaltando a trajetória do ídolo. "Oscar Schmidt foi o maior ídolo da história do basquete brasileiro. Exemplo de talento e de amor à camisa da Seleção", afirmou o presidente. O jogador foi peça fundamental na conquista do histórico Pan-Americano de 1987, sobre os Estados Unidos, e inspirou gerações de atletas ao redor do mundo.
Oscar Schmidt deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos, Felipe e Stephanie. Seguindo o desejo dos familiares e em respeito à privacidade, o velório será restrito a parentes e amigos próximos. A morte do eterno camisa 14 gera uma onda de homenagens de clubes, atletas e autoridades, que relembram não apenas seus recordes e pontuações inalcançáveis, mas sua carismática dedicação em popularizar o esporte no Brasil.