
O número de possíveis vítimas do cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, subiu para 37, segundo balanço atualizado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O médico cumpre prisão preventiva em Taquara, no Vale do Paranhana, após uma série de denúncias formalizadas por pacientes e ex-funcionárias. Os crimes investigados abrangem importunação sexual, violação sexual mediante fraude, estupro e estupro de vulnerável.
Nesta quarta-feira, agentes da Polícia Civil executaram mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao investigado, onde foram recolhidos pendrives, telefones celulares e computadores. De acordo com o delegado Valeriano Garcia Neto, o material passará por perícia técnica para verificar a existência de novos indícios que possam robustecer o inquérito. Além das vítimas, a esposa do cardiologista, que atuava no consultório onde os abusos teriam ocorrido, foi intimada a prestar depoimento como testemunha.
A defesa de Kollet, conduzida pelo advogado Ademir Campana, sustenta que o médico não reconhece as acusações e afirma que, até o momento, apenas três casos fundamentaram o pedido de prisão nos autos oficiais. O Conselho Regional de Medicina (Cremers) classificou a situação como grave e confirmou a abertura de procedimentos administrativos para apurar a conduta profissional do médico, o que pode resultar em sanções disciplinares e na cassação do registro profissional.