Sexta, 03 de Abril de 2026
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Vereador pede afastamento da Câmara após denúncias de assédio sexual

Caso aconteceu na cidade de Carlos Barbosa e parlamentar teria sido demitido da empresa onde trabalhava pelo mesmo motivo.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
03/04/2026 às 07h54
Vereador pede afastamento da Câmara após denúncias de assédio sexual
Pedido de afastamento de Adair Zilio por 120 dias será votado na segunda-feira na Câmara de Carlos Barbosa - Foto: Reprodução

O cenário político do município de Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha, enfrenta um momento de turbulência. O vereador Adair Zílio (PL), popularmente conhecido como Tita, solicitou formalmente o seu afastamento do cargo no Legislativo municipal. O pedido de licença, protocolado na tarde de quinta-feira (3), prevê a ausência do parlamentar por um período de 120 dias, sem direito a remuneração. No documento oficial, a justificativa apresentada pela defesa do político cita apenas o trato de "assuntos particulares", mas o movimento ocorre em meio a um escândalo que abalou a cidade.

A saída temporária do vereador acontece poucos dias após o surgimento de graves acusações de assédio sexual virem à tona na imprensa local. De acordo com os relatos que embasam as denúncias, um dos episódios criminosos teria ocorrido no ambiente de trabalho privado do parlamentar. Na ocasião, o político teria assediado uma colega de forma acintosa, situação que gerou o seu desligamento e a consequente demissão da empresa em que atuava. A vítima decidiu expor o caso, o que encorajou novas revelações sobre o comportamento do suspeito.

Um segundo caso, considerado ainda mais grave pelas autoridades, teria acontecido nas dependências da própria Câmara de Vereadores. Uma ex-funcionária acusa o parlamentar de tê-la assediado diversas vezes durante o expediente. Segundo o relato, a vítima chegou a alertar colegas de trabalho e superiores sobre a importunação que vinha sofrendo, mas o assédio teria continuado por cerca de seis meses, levando a mulher a pedir demissão por medo. A ex-servidora já registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que abriu uma investigação oficial para apurar os fatos.

Diante da intensa repercussão e da gravidade dos relatos envolvendo o espaço público, o Legislativo de Carlos Barbosa precisou se posicionar. A mesa diretora informou que irá instaurar uma sindicância interna para apurar as denúncias de forma minuciosa. O afastamento de Zílio começa a valer oficialmente a partir da próxima sessão legislativa, que está marcada para a segunda-feira (6). O caso segue gerando forte indignação na comunidade, que cobra respostas rápidas e transparência nas investigações em andamento.

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