Quarta, 25 de Março de 2026
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Golpista é preso ao roubar dados de pessoas em falsa entrevista de emprego

Indivíduo chegou a fazer financiamentos em nome das vítimas. Ele foi solto após audiência de custódia.

Redação
Por: Redação Fonte: G1 RS
24/03/2026 às 14h33 Atualizada em 25/03/2026 às 09h50
Golpista é preso ao roubar dados de pessoas em falsa entrevista de emprego

Um homem foi preso em flagrante em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, acusado de aplicar um golpe engenhoso e cruel: ele realizava falsas entrevistas de emprego para roubar dados pessoais de candidatos. As informações coletadas eram posteriormente utilizadas para solicitar empréstimos e financiar veículos no nome das vítimas.

Como funcionava o esquema

Para dar credibilidade à fraude, o suspeito alugava uma sala em um espaço de coworking, passando-se por um recrutador legítimo. Durante o falso processo seletivo, ele solicitava fotos e vídeos dos candidatos, alegando que o material seria usado para a confecção de crachás da empresa. Na realidade, os registros serviam para burlar sistemas de biometria e reconhecimento facial em aprovações financeiras.

Segundo a delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação, o homem integrava uma rede criminosa com atuação em vários estados do Brasil. O papel dele era atrair os alvos, recebendo cerca de R$ 1 mil por cada empréstimo aprovado de forma fraudulenta.

A desconfiança e a prisão

O esquema foi descoberto quando uma das vítimas, uma profissional de recursos humanos que estava desempregada, recebeu uma ligação de uma instituição financeira alertando sobre uma tentativa de financiamento de um carro em seu nome.

Desconfiada, ela retornou ao local da suposta entrevista acompanhada do marido. Com o auxílio de moradores da região, o casal conseguiu conter o falso recrutador até a chegada da Brigada Militar, que efetuou a prisão em flagrante.

Histórico criminal e soltura

A Polícia Civil apreendeu o celular do investigado e já solicitou a quebra de seu sigilo bancário. As autoridades confirmaram que o indivíduo possui um longo histórico criminal, com registros de estelionato que datam desde 2011.

Apesar da prisão em flagrante e da reincidência, o suspeito foi solto logo após passar por audiência de custódia. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) justificou a liberação afirmando que os crimes (estelionato e uso de documento falso) foram cometidos sem o emprego de violência ou grave ameaça.

O homem deverá cumprir medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo e proibição de contato com as vítimas. As restrições podem ser reavaliadas pelo Judiciário em até 90 dias.

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