
Um surto repentino de doença gastrointestinal acendeu o alerta na área de saúde pública e educação no município de Pelotas, no Sul do Estado. A prefeitura determinou a suspensão das atividades presenciais em oito escolas da rede municipal após registrar, até esta sexta-feira (20), 77 casos sintomáticos entre alunos, professores e funcionários.
Inicialmente, o problema havia sido reportado em cinco colégios, mas as notificações de casos suspeitos rapidamente se expandiram, com registros em até dez instituições. Os dados da Secretaria de Saúde apontam que a maior incidência da doença está concentrada nas crianças da educação infantil, na faixa etária de 0 a 5 anos.
A principal hipótese investigada pelas autoridades de saúde é de que o surto tenha sido provocado pelo norovírus. Amostras clínicas já foram coletadas nas unidades escolares afetadas e enviadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Os resultados oficiais devem ser divulgados nos próximos dias.
O norovírus é um agente altamente contagioso, conhecido por causar gastroenterite. A transmissão ocorre, na maioria das vezes, por meio do consumo de água e alimentos contaminados ou pelo contato direto. Ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como as escolas, são propícios para a rápida propagação do vírus.
Principais sintomas: Os infectados costumam apresentar quadros de vômito, diarreia e dores abdominais intensas nos primeiros dias.
Recuperação e riscos: Na maioria dos casos, a recuperação é rápida, durando de 1 a 3 dias, sem a necessidade de medicamentos específicos. No entanto, o alerta médico é para o risco de desidratação, quadro que exige atenção redobrada em grupos mais vulneráveis, como bebês e idosos.
A decisão de suspender as aulas teve como objetivo principal quebrar a cadeia de transmissão do vírus. Durante o período sem alunos, as escolas estão passando por um rigoroso processo de desinfecção completa, que abrange desde as áreas externas e salas de aula até os utensílios de cozinha.
A administração municipal garantiu que a interrupção temporária não trará prejuízos ao calendário letivo das crianças. A previsão é de que as instituições reabram as portas e retomem as aulas normalmente na próxima segunda-feira, dia 23 de março, após a conclusão de todo o protocolo de limpeza e higienização.