Domingo, 12 de Abril de 2026
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Risco de câncer provoca suspensão de medicamento emagrecedor

Pessoas que fizeram uso do emagrecedor lorcasserina, conhecido pelo nome comercial Belviq, apresentaram mais casos de câncer que o grupo que não uso o remédio.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Divulgação
22/02/2020 às 15h31 Atualizada em 11/03/2020 às 12h31
Risco de câncer provoca suspensão de medicamento emagrecedor
Divulgação

A agência reguladora de medicamentos norte-americana Food and Drug Administration (FDA) emitiu um alerta para o risco potencial de um remédio emagrecedor — também vendido no Brasil — estar associado ao desenvolvimento de câncer. A lorcasserina, cujos nomes comerciais são Belviq e Belviq XR, é um remédio emagrecedor com ação na região do hipotálamo do cérebro, diminuindo a sensação de fome. É indicado a pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) 30 ou maior, categoria de obesidade, ou IMC 27 em pacientes com sobrepeso, com comorbidades associadas ao peso, como hipertensão e diabetes tipo 2.

No Brasil, a medicação foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2016 e passou a ser comercializada em outubro de 2019. Na época, o Belviq foi destacado pela comunidade médica pelo menor risco cardíaco associado — fator associado aos antigos medicamentos emagrecedores. A empresa Eurofarma Laboratórios S.A mantém o registro do medicamento. Após o alerta do FDA, a agência brasileira emitiu um comunicado, em que alerta para a reavaliação de segurança do remédio. A Anvisa comunica ainda que a comercialização e a distribuição do remédio foram suspensas de forma ativa pela empresa, até que a segurança do mesmo seja assegurada.

O que fazer?

Quem fizer uso do medicamento deve, primeiramente, buscar orientação médica. O risco, porém, não deve ser alto na avaliação da médica Rosângela Réa. Isso porque o Belviq só foi lançado no Brasil em outubro de 2019, embora tenha recebido a aprovação da Anvisa em 2016. “A princípio só teriam alguma orientação os pacientes que tivessem tomado há mais de um ano. O desequilíbrio [observado no estudo clínico] começa a acontecer com uso prolongado”, explica a endocrinologista.


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