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Equinos salvos de virar hambúrguer seriam sacrificados em abatedouro legalizado

ONGs de Caxias descobriram o destino dos bichos e conseguiram salvá-los de uma segunda ameaça de morte. Agora, eles serão tratados e encaminhados para adoção

20/11/2021 às 10h44 Atualizada em 21/11/2021 às 13h38
Por: Redação
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(Reprodução Facebook)
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O caso que chocou a Serra Gaúcha nesta semana, com a descoberta de que um grande número de estabelecimentos gastronômicos de Caxias do Sul e possivelmente da região estavam produzindo e comercializando hambúrgueres com carne de cavalo, teve um novo desdobramento nas últimas horas. Na operação policial, foram encontrados alguns animais que haviam sobrevivido do abatedouro clandestino, mas que, segundo entidades que acompanhavam de perto a situação, estavam sendo encaminhados a um abatedouro legalizado, onde seriam sacrificados.

A possibilidade de que os bichos sobreviventes acabassem sendo mortos mobilizou as ONGs Sociedade Amigos dos Animais (Soama) e Proteção Animal Caxias (PAC). Sem saber onde eles estavam, os voluntários iniciaram uma corrida contra o tempo e descobriram que os animais já estavam na cidade de Hulhas Negras, a 500 quilômetros de distância. "Sim, seriam abatidos. Nesta cidade tem um abatedouro! Entramos em total desespero. Isso é cruel demais. Ao invés de morrerem em um abate clandestino, os animais sobreviventes seriam abatidos em um abatedouro de forma legal. Inúmeros telefonemas, troca de áudios, informações desencontradas, gente do bem querendo ajudar... Em breve, eles estarão em Caxias do Sul aos cuidados de gente que já os ama sem conhecê-los. Eles merecem um destino feliz diante de tanta maldade", diz um trecho da publicação da Soama no Facebook.

As duas entidades assumiram, então, a tutela de quatro éguas, um cavalo e uma mula. De volta a Caxias, eles serão avaliados pelos médicos da Clínica de Grandes Animais da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Os bichos deverão ser tratados enquanto esperam por candidatos à adoção. Os interessados irão passar por entrevista e precisarão comprovar que têm condições de cuidar dos animais, que precisam de espaço e alimentação específica. "Muitos destes animais estão debilitados, alguns são cegos e ainda não temos ideia das condições que se encontram. Estes animais não serão doados para serem montados, usados em cavalgadas, hotéis fazenda, rodeios... Eles precisam de um final de vida digno e em paz, somente recebendo amor e liberdade", diz uma postagem da PAC, também no Facebook.

Os escolhidos terão que assinar um termo de adoção, que serve para prestação de contas ao Ministério Público. Caso o processo de adoção demore, após deixarem a Clínica na UCS, os equinos serão levados para chácara da PAC. Quem deseja adotar os animais podem entrar em contato pelo número (54) 9.9250.3923 ou pelo [email protected].

Na postagem feita na rede social pela Soama, também foi deixado um agradecimento público a pessoas que se empenharam para salvar os bichos e evitar o abate: a juíza da 4ª Vara Criminal de Caxias do Sul, Maria Cristina Rech; a promotora de Justiça do Meio Ambiente de Caxias do Sul, Janaína de Carli dos Santos; o professor de Medicina Veterinária da UCS Leandro Ribas; e a analista jurídica do Gaeco – Núcleo de Segurança Alimentar, Andrea Amorim.

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