
Mais de 5 milhões de estudantes em todo o país prestam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo, tendo a prova de redação como um dos principais desafios do exame. Exigida no formato dissertativo-argumentativo com limite de até 30 linhas, a redação avalia a capacidade do candidato de defender uma tese fundamentada em argumentos consistentes e propor soluções para o problema abordado.
A correção é realizada com base em cinco competências textuais, valendo até 200 pontos cada, que somadas podem atingir a nota máxima de 1.000 pontos. Os critérios analisam o domínio da norma-padrão da língua escrita, a compreensão da proposta temática, a organização das informações, os mecanismos linguísticos de argumentação e a elaboração de uma proposta de intervenção detalhada que respeite os direitos humanos. Especialistas recomendam estruturar o texto em quatro parágrafos (introdução, dois desenvolvimentos e conclusão) e ressaltam a importância de reservar tempo para transcrever a versão final na folha oficial, uma vez que o rascunho não é considerado pelos corretores.
Entre os motivos previstos em edital para a anulação ou atribuição de nota zero à redação estão a fuga ao tema, a elaboração de textos com menos de oito linhas, a desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e a inserção de trechos deliberadamente desconectados da proposta. Nos últimos anos, o exame abordou eixos sociais e culturais expressivos, incluindo discussões sobre envelhecimento populacional, herança africana, trabalho de cuidado feminino e acesso à cidadania.