
Em entrevista concedida ao programa norte-americano "Louder with Crowder" nesta sexta-feira (23), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a colocar em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras na reta final do segundo turno das Eleições 2026. O ex-parlamentar contestou a segurança do processo de apuração ao afirmar que o modelo atual exige confiança cega nos equipamentos digitais.
"O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso", declarou Eduardo durante a transmissão. Ao analisar o cenário da disputa entre o irmão, o candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL), e o ex-presidente Lula, o político também criticou pesquisas de intenção de voto do primeiro turno e defendeu que Flávio deixe o Brasil caso não saia vitorioso das urnas neste domingo.
O questionamento ao sistema eletrônico ocorre a despeito das garantias técnicas oferecidas pela Justiça Eleitoral. Em uso há 30 anos no Brasil sem nenhum caso auditado de fraude, as urnas operam isoladas de redes de internet. A auditoria pública do pleito é assegurada pela emissão do Boletim de Urna (BU) impresso em cada seção ao término da votação, permitindo a checagem e fiscalização direta por parte de partidos políticos e órgãos de controle social.