
O Banco do Brasil prevê ultrapassar a marca de R$ 20 bilhões em renegociações de dívidas do crédito rural até o dia 12 de novembro. A estimativa integra o balanço de aplicação da Medida Provisória 1.376/2026, instrumento legal que autoriza a reestruturação de débitos de produtores e cooperativas agropecuárias com prazos de pagamento estendidos em até dez anos.
De acordo com o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar da instituição, Gilson Bittencourt, cerca de 13 mil produtores rurais em todo o país são elegíveis às condições especiais. Atualmente, a instituição financeira contabiliza R$ 15,9 bilhões em operações sob análise, dos quais R$ 9,8 bilhões já cumpriram os requisitos de pré-análise e R$ 6,1 bilhões encontram-se em fase de triagem nas agências.
Para acessar o benefício, o produtor rural deve comprovar perdas em pelo menos duas safras ocorridas entre 2019 e 2025 — com redução mínima de 30% na renda bruta esperada, atestada por laudo técnico —, além de demonstrar capacidade financeira para honrar o novo cronograma de parcelamento. A medida abrange operações de crédito inadimplentes desde janeiro de 2024 e financiamentos prorrogados anteriormente.