
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) enviou um relatório ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alertando para o risco de interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. O documento aponta uma "tendência de escalada de pressão sobre o Brasil" e eleva a possibilidade de influência estrangeira nas eleições a um nível de criticidade.
De acordo com o levantamento do órgão de inteligência, as diretrizes do governo norte-americano buscam reduzir a presença de potências rivais na América Latina e limitar o acesso a ativos estratégicos e infraestruturas regionais. O relatório cita como exemplo de pressão adaptativa as sanções aplicadas em julho pelo Departamento do Tesouro dos EUA contra cidadãos e empresas brasileiras sob alegação de vínculos com o crime organizado, medida que a Abin interpreta como uma forma de afetar relações financeiras e a reputação do país.
A avaliação da agência conclui que as ações de interferência ocorrem de modo gradual e combinado para impactar a estabilidade institucional no período que antecede a votação. O alerta mobiliza os órgãos de fiscalização sobre os desafios à soberania e reforça a vigilância do governo federal e do TSE nas Eleições 2026.