Segunda, 07 de Setembro de 2026
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Homem morre após queda de paraglider no RS

Piloto de 52 anos chegou a ser resgatado inconsciente; mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
07/09/2026 às 16h43 Atualizada em 07/09/2026 às 17h05
Homem morre após queda de paraglider no RS
Cleberson Vieira tinha pouco mais de um ano de experiência voando de paraglider - Foto: Reprodução

O dentista Cleberson Vieira, de 52 anos, morreu após uma queda de paraglider na tarde desta segunda-feira (7), no Morro Ferrabraz, em Sapiranga, no Vale do Sinos. O acidente ocorreu por volta das 14h20, logo após a decolagem. A morte foi confirmada ao Grupo Repercussão pelo presidente da Associação Gaúcha de Voo Livre (AGVL), Alex Trombini.

Segundo testemunhas, o piloto caiu de uma altura aproximada de 40 metros. Ele entrou em parada cardiorrespiratória e recebeu os primeiros socorros de populares, que realizaram procedimentos de reanimação até a chegada das equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.

As duas corporações atuaram em conjunto no atendimento. Conforme os bombeiros, Vieira foi encaminhado ao Hospital Sapiranga, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com Trombini, o piloto teria entrado em uma zona de rotor, região de turbulência, e sofrido um fechamento da vela do parapente. O relato é preliminar e não representa uma conclusão técnica sobre as causas do acidente.

Vieira trabalhava como dentista em Sapiranga e compartilhava registros dos voos nas redes sociais, onde utilizava o perfil “Dentista Voador”. O presidente da AGVL manifestou pesar aos familiares e amigos.

Turbulência pode comprometer o controle do parapente

A prática do parapente exige atenção às condições atmosféricas, ao relevo e à distância do solo. Por utilizar uma asa flexível, o equipamento pode sofrer fechamentos parciais ou totais da vela em situações de turbulência, com perda de controle e de altitude. O manual técnico da Associação Britânica de Asa-Delta e Parapente (BHPA) inclui esses fenômenos entre os riscos que devem ser abordados na formação dos pilotos.

Perto do chão ou de uma encosta, uma perda súbita de altura reduz o tempo disponível para reação. Nessas circunstâncias, o piloto pode atingir o terreno antes de recuperar o controle ou de conseguir utilizar o paraquedas de emergência. A BHPA alerta que fechamentos em baixa altitude podem provocar ferimentos graves ou fatais. 

O reserva é um recurso de emergência, mas não elimina os riscos. A entidade recomenda equipamento de tamanho adequado e treinamento do acionamento em ambiente seguro. No caso de Vieira, as informações atualizadas não esclarecem se houve tentativa de utilizar o reserva.

Local registrou outro acidente em agosto

Em 23 de agosto, um piloto de asa-delta ficou ferido ao cair sobre um carro no mesmo local. Na ocasião, a AGVL informou que uma turbulência atingiu o equipamento na fase final do pouso. Os episódios envolveram modalidades e circunstâncias diferentes

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