Sexta, 14 de Agosto de 2026
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Ex-marido é indiciado por feminicídio de professora encontrada morta em incêndio

Investigação da Polícia Civil concluiu que suspeito asfixiou a ex-companheira e colocou fogo no imóvel para tentar ocultar o cadáver

Redação
Por: Redação
14/08/2026 às 22h29
Ex-marido é indiciado por feminicídio de professora encontrada morta em incêndio
Foto: Reprodução

A Polícia Civil concluiu e remeteu ao Judiciário o inquérito policial que investigava a morte da professora Gloria Werkhausen, de 43 anos. O ex-companheiro da vítima, Marcio Oliveira dos Santos, de 52 anos, foi indiciado pelos crimes de feminicídio qualificado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso.

O crime ocorreu na noite de 12 de julho, no Bairro Floresta, em Constantina, no Norte do Estado. Conforme a apuração conduzida pelo delegado Cristiano de Bone, o suspeito permaneceu cerca de 40 minutos na residência da vítima, onde a asfixiou e, em seguida, ateou fogo no imóvel para tentar encobrir o homicídio. O corpo de Gloria foi encontrado parcialmente carbonizado pelas equipes de resgate.

Perseguição e reconstituição digital

O casal manteve um relacionamento por 25 anos e estava separado há cerca de quatro meses. Testemunhas ouvidas durante o inquérito relataram um histórico conturbado após o término, marcado por comportamentos de controle, perseguição e violência psicológica por parte do acusado. No dia de sua morte, Gloria chegou a relatar a familiares que vinha sendo perseguida. Apesar do contexto de violência, não havia registros policiais formais anteriores contra o homem.

Resumo do indiciamento:

  • Vítima: Gloria Werkhausen, 43 anos, professora.

  • Suspeito: Ex-companheiro Marcio Oliveira dos Santos, 52 anos.

  • Local do crime: Bairro Floresta, Constantina (RS).

  • Crimes atribuídos: Feminicídio qualificado (asfixia), ocultação de cadáver e incêndio doloso.

  • Provas colhidas: Análise de imagens de videomonitoramento, vestígios digitais e depoimentos de mais de 10 testemunhas.

  • Situação atual: Suspeito preso preventivamente no Presídio Estadual de Sarandi.

A Polícia Civil conseguiu reconstituir em detalhes os deslocamentos do investigado no dia do crime por meio de câmeras de segurança e análise de dados digitais. Preso quatro dias após os fatos, o homem nega a autoria do crime, mas permanece recolhido no Presídio Estadual de Sarandi à disposição da Justiça.

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