Sábado, 08 de Agosto de 2026
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Pesquisa da UCS avalia uso da casca de pinhão para produção de carvão ativado

Estudo busca transformar resíduo abundante da araucária em insumo para tratamento de água, efluentes industriais e filtragem de emissões

Redação
Por: Redação
08/08/2026 às 08h07
Pesquisa da UCS avalia uso da casca de pinhão para produção de carvão ativado
Foto: Bruno Zulian/ UCS

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) avalia o potencial da casca de pinhão para a fabricação de carvão ativado. O material é amplamente utilizado no tratamento de água e efluentes industriais, além de atuar na filtragem de emissões atmosféricas.

O projeto está em sua fase inicial de testes laboratoriais, utilizando amostras com menos de 10 quilos do resíduo da araucária. A expectativa dos pesquisadores é concluir essa etapa de análise entre seis meses e um ano, identificando se a matéria-prima regional apresenta características viáveis e eficientes para a aplicação industrial.

Processo de fabricação e valorização de resíduos

Para a transformação da casca em carvão ativado, o material passa por um processo de pirólise — em que é aquecido na ausência de oxigênio — seguido de uma ativação química, responsável por ampliar sua capacidade de absorver impurezas. A iniciativa surgiu a partir de estudos anteriores da instituição, que já haviam testado o uso de caroços de pêssego para a mesma finalidade.

Destaques do estudo da UCS:

  • Objetivo: Transformar a casca de pinhão em carvão ativado de alto valor comercial e ambiental.

  • Aplicações do material: Tratamento de água, efluentes industriais e filtragem de gases.

  • Fase atual: Testes de laboratório com previsão de conclusão da etapa inicial em até um ano.

  • Processo técnico: Submissão do resíduo à pirólise e subsequente ativação química.

  • Potencial: Identificação de propriedades inéditas que podem resultar no registro de patentes.

"É natural aproveitar algo que é próprio da nossa região, como a casca do pinhão. O que normalmente é descartado pode se transformar em um produto de valor comercial e ambiental", destaca o pesquisador Rafael Spohr, um dos responsáveis pelo projeto. Caso o estudo comprove vantagens em relação às matérias-primas tradicionais, a equipe avaliará o registro de patentes.

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