Sábado, 11 de Julho de 2026
Publicidade

Preço dos alimentos cai e inflação oficial de junho recua para o menor índice em oito meses

IPCA divulgado pelo IBGE registra deflação na alimentação em domicílio e alivia o bolso do consumidor; no ano, índice acumula alta de 3,36%

Redação
Por: Redação
11/07/2026 às 08h15
Preço dos alimentos cai e inflação oficial de junho recua para o menor índice em oito meses
Foto: Reprodução

O custo de vida dos brasileiros deu sinais de alívio no encerramento do primeiro semestre. Impulsionada pela primeira queda no preço dos alimentos em sete meses, a inflação oficial do país fechou o mês de junho em 0,16%. O resultado mensal do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa a menor taxa registrada desde outubro de 2025.

Com o desempenho de junho, a inflação oficial consolida uma trajetória de desaceleração pelo quarto mês consecutivo, vindo de uma marca de 0,58% registrada em maio. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA soma uma variação de 4,64% — um recuo em relação aos 4,72% apurados até o mês anterior. Embora o indicador venha perdendo fôlego na série histórica recente, o acumulado anualizado ainda se posiciona ligeiramente acima do teto da meta estipulada pelo governo federal, que é de até 4,5%. No primeiro semestre de 2026, a inflação acumulada do país fixou-se em 3,36%.

O índice fechou o período bem abaixo das expectativas dos agentes financeiros. A rodada mais recente do Relatório Focus do Banco Central (BC) projetava uma taxa de 0,32% para o mês. Para o fechamento do ano de 2026, os analistas de mercado estimam uma inflação consolidada em 5,3%.

Deflação nos supermercados, custos de energia e o índice de difusão

A abertura dos dados técnicos do IBGE revela quais setores puxaram o indicador para baixo e quais pressionaram o orçamento das famílias:

  • Alimentos mais Baratos: O grupo de Alimentação e Bebidas foi o principal vetor de baixa, registrando deflação de -0,24%. A alimentação consumida no domicílio ficou 0,39% mais barata, puxada por recuos expressivos em itens essenciais como o café moído (-3,72%), óleo de soja (-2,78%), tomate (-2,02%), carnes (-0,64%) e frutas (-1,58%), além do açaí (-14,41%);

  • Pressão na Conta de Luz: O grupo Habitação exerceu o maior impacto de alta (0,63%), impulsionado pelo reajuste de 1,53% na energia elétrica residencial. O aumento decorre da manutenção da bandeira tarifária amarela e de reajustes homologados em capitais como Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro;

  • Transportes e Combustíveis: No setor de Transportes (0,17%), o destaque de alta ficou com as passagens aéreas, que subiram 7,12%. Em contrapartida, os combustíveis deram trégua e recuaram 0,48% em média, com quedas no etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e na gasolina (-0,12%);

  • Preços Menos Espalhados: O índice de difusão caiu para 54%, o menor patamar desde outubro do ano passado. Isso significa que, dos 377 produtos e serviços monitorados pelo IBGE para apurar o custo de vida de famílias que ganham entre um e 40 salários mínimos, pouco mais da metade registrou aumento de preço no mês.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários