Terça, 07 de Julho de 2026
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Revolução das marcenarias começa na gestão

No principal palco da ForMóbile, Giba Klein defendeu que competitividade, escala e rentabilidade dependem da integração entre gestão, tecnologia e ...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
07/07/2026 às 10h51
Revolução das marcenarias começa na gestão
Divulgação

Durante muito tempo, crescer significava produzir mais. Comprar uma máquina moderna, ampliar a fábrica ou contratar mais pessoas era o caminho natural para aumentar a capacidade de uma marcenaria. Esse modelo ainda faz parte da realidade do setor, mas já não explica sozinho por que algumas empresas prosperam enquanto outras permanecem estagnadas.

Foi essa mudança de perspectiva que levou o executivo e mentor empresarial Giba Klein ao palco principal da ForMóbile 2026, em São Paulo (SP). Diante de um auditório lotado, ele defendeu que a próxima revolução das marcenarias brasileiras não será liderada apenas pela tecnologia, mas pela capacidade dos empresários de transformar operações produtivas em negócios estruturados para crescer.

"A tecnologia é indispensável, mas ela não substitui gestão. Máquinas aumentam a capacidade de produção. Gestão aumenta o valor da empresa. Quando as duas caminham juntas, a marcenaria deixa de depender exclusivamente do dono e passa a crescer com mais previsibilidade, eficiência e rentabilidade", afirmou.

Com 25 anos de experiência no setor moveleiro, Klein construiu sua apresentação a partir de situações comuns ao dia a dia das empresas. Segundo ele, muitos empresários continuam buscando respostas em novos equipamentos, softwares ou aumento das vendas, quando o verdadeiro gargalo está em decisões relacionadas à liderança, posicionamento, processos, indicadores e planejamento.

Essa percepção deu origem ao Ponto Cego da Marcenaria, metodologia desenvolvida para ajudar empresários a identificar fatores que limitam o crescimento dos negócios, mas que, justamente por fazerem parte da rotina, acabam passando despercebidos.

O tema despertou interesse tanto entre empresários da marcenaria quanto do varejo especializado. Embora atuem em segmentos diferentes, ambos convivem com o desafio de aumentar produtividade, fortalecer margens e construir empresas menos dependentes da atuação direta de seus proprietários.

Patrocinada pela Raizen Machine, a palestra também reforçou outro ponto defendido por Klein: inovação só gera vantagem competitiva quando está inserida em uma estratégia consistente de gestão. Para ele, tecnologia é ferramenta. O diferencial continua sendo a capacidade de transformar informação em decisão.

Realizada entre os dias 30 de junho e 3 de julho, a ForMóbile reuniu os principais fabricantes, fornecedores e profissionais da cadeia moveleira latino-americana. Para Klein, o evento confirmou uma percepção que já vinha observando nas empresas que acompanha. "O setor está evoluindo rapidamente. A questão não é mais se a transformação vai acontecer, mas quem estará preparado para liderá-la."

O Ponto Cego da Marcenaria atua em duas frentes estratégicas: o desenvolvimento de empresários da marcenaria e a aceleração de negócios do varejo especializado, ambos com foco em gestão, rentabilidade e crescimento sustentável.

As próximas imersões presenciais acontecem em São Paulo. Em agosto, a agenda será focada em soluções para o varejo do setor moveleiro; e, em setembro, direcionadas à gestão das marcenarias.

Os encontros reúnem líderes que desejam transformar suas empresas em negócios mais eficientes, lucrativos e preparados para crescer.

Mais informações em www.pontocegodamarcenaria.com.br.

Sobre Giba Klein

Com 25 anos de atuação no setor moveleiro, Giba Klein passou da gestão de marcenarias à direção de operações de grande porte. Como diretor de Operações e Expansão da GMAD Madville, participou da estruturação de um canal de distribuição que alcançou faturamento anual de R$ 220 milhões e da implantação da Madville Soluções, operação de terceirização industrial que superou R$ 25 milhões em faturamento nos primeiros 18 meses.

Atualmente, é mentor empresarial e idealizador da metodologia Ponto Cego da Marcenaria, voltada à profissionalização da gestão de empresas da cadeia moveleira.

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