
Uma descoberta macabra mobilizou as forças de segurança pública e chocou os moradores do Vale do Paranhana. Na tarde deste domingo (5), o corpo de um homem foi encontrado com a cabeça e as pernas cortadas às margens do Rio Paranhana, no perímetro urbano do município de Igrejinha. A brutalidade do crime, que apresenta fortes indícios de execução e esquartejamento, está sob investigação da Polícia Civil.
A ocorrência foi aberta inicialmente pelos Bombeiros Voluntários de Igrejinha, que foram acionados às pressas por populares que caminhavam pelas redondezas e avistaram o cadáver boiando ou depositado na vegetação marginal do rio. Ao chegarem ao ponto indicado, os socorristas constataram o óbito e a mutilação severa da vítima, que vestia apenas uma calça preta e um blusão de lã no momento em que foi localizada.
A ausência de documentos e as condições do cadáver impõem um ritmo complexo ao início dos trabalhos periciais:
Varredura no Local: Policiais militares isolaram o perímetro ribeirinho para que os peritos criminais pudessem buscar as partes do corpo que faltavam e recolher vestígios deixados pelos executores;
Encaminhamento ao DML: O caso foi formalmente registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Taquara. O plantão policial determinou a remoção do tronco para o Departamento Médico-Legal (DML), onde exames de DNA e necropsia tentarão descobrir a identidade e a causa oficial da morte;
Procedência Desconhecida: O comando da Brigada Militar de Igrejinha informou que não há, até o presente momento, nenhum boletim de ocorrência por desaparecimento de pessoa registrado na cidade nos últimos dias. O dado reforça a principal linha de investigação de que o indivíduo tenha sido assassinado em outra localidade e apenas desovado no rio.
A crueldade do episódio aciona o alerta das agências de inteligência policial na metade norte do Rio Grande do Sul para mapear possíveis acertos de contas de facções criminosas atuantes no tráfico de drogas.
Casos de extrema violência ocorridos em calhas de rios ou áreas de mata geram repercussão imediata nas estratégias de segurança de regiões limítrofes. Na Serra Gaúcha, onde rios cortam vales profundos e áreas rurais de difícil acesso, o policiamento ostensivo e as equipes de investigação mantêm atenção constante sobre pontos cegos geográficos que possam ser utilizados para o descarte de evidências criminais.