Sábado, 04 de Julho de 2026
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Cidade Alta é o bairro que vende imóveis mais rápido em Bento Gonçalves

Com velocidade de 70,4%, o bairro vendeu 200 das 284 unidades que ofertou em 2025 — o maior giro de vendas da Capital do Vinho.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
03/07/2026 às 13h47 Atualizada em 04/07/2026 às 08h55
Cidade Alta é o bairro que vende imóveis mais rápido em Bento Gonçalves

Enquanto o São Francisco lidera em volume, quem vende imóveis mais rápido em Bento Gonçalves é o Cidade Alta. O bairro registrou velocidade de vendas de 70,4% em 2025, a maior da cidade, segundo o Censo Imobiliário da ASCON Vinhedos. Na prática, de cada dez imóveis novos que colocou à venda, o bairro negociou sete no mesmo ano.

Foram 200 unidades vendidas para um estoque final de apenas 84 — ou seja, o Cidade Alta ofertou 284 imóveis e a maior parte não sobrou. É o retrato de um bairro com demanda maior do que a oferta disponível, onde o imóvel novo tende a não encalhar.

Outros bairros também giraram rápido em 2025. O Humaitá aparece logo atrás, com 55,6% de velocidade e 110 unidades vendidas, seguido pelo Borgo, com 50,5% e 100 vendas. Em volume menor, mas com giro alto, ainda se destacam Santa Rita (57,1%) e Universitário (44,0%).

O contraste entre volume e velocidade é a chave para ler o mercado: o São Francisco vende muito porque oferta muito; o Cidade Alta vende rápido porque a procura supera o estoque. Para quem acompanha o setor, são dois tipos diferentes de aquecimento.

Onde a oferta está se acumulando

Nem todo bairro de Bento Gonçalves vive o mesmo ritmo. Ao lado das regiões que vendem rápido, o Censo Imobiliário da ASCON Vinhedos mostra bairros onde a oferta se acumulou ao longo de 2025.

Bairro Botafogo é um dos pontos onde a venda de imóveis demora mais, segundo o Censo Imobiliário da Ascon

 

O caso mais evidente é o Botafogo: segundo maior estoque da cidade, com 113 imóveis à venda, mas apenas 13 unidades vendidas no ano — velocidade de só 10,3%. É um bairro com bastante imóvel novo disponível e vendas ainda lentas.

Situação parecida no Imigrante, que fechou o ano com 88 unidades à venda e 36 vendidas (29,0%), e no Centro, com 68 à venda e 18 negociadas (20,9%). O dado que mais chama a atenção, porém, vem da Juventude: 84 imóveis novos em estoque e nenhuma venda registrada no período, velocidade zero.

Esses números não significam, por si só, que os imóveis não vão vender — parte do estoque é de lançamentos recentes, que naturalmente levam tempo para girar. Mas o contraste com bairros como Cidade Alta e São Francisco ajuda a entender que o aquecimento do mercado em Bento não é uniforme: há regiões puxando o volume e regiões onde a oferta ainda espera a demanda chegar.

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