
A administração municipal oficializou uma importante medida de impacto socioeconômico para os usuários do transporte público. Foi publicado na edição desta sexta-feira (3), no Diário Oficial, o Decreto nº 13.352, que autoriza o Executivo a conceder um subsídio financeiro extraorçamentário para cobrir os custos operacionais do sistema de linhas urbanas. O aporte público autorizado prevê o repasse de até R$ 1.083.049,83 pelo período de seis meses, garantindo o congelamento dos preços das passagens.
Sem a intervenção financeira da Prefeitura, o cálculo da planilha técnica tarifária — que pondera os aumentos nos insumos, combustíveis e folha de pagamento dos rodoviários — forçaria um reajuste imediato. A tarifa do transporte coletivo convencional sofreria um acréscimo de R$ 0,65, saltando dos atuais R$ 6,60 para R$ 7,25. Com a injeção do recurso governamental, o valor pago pelo cidadão nas catracas não sofrerá qualquer alteração.
O decreto também blinda as demais modalidades de deslocamento rodoviário operadas no perímetro municipal:
Transporte Seletivo: As passagens dos micro-ônibus e seletivos, que seriam reajustadas para R$ 8,55, permanecem fixadas em R$ 7,90;
Transporte Interdistrital: Os bilhetes das linhas que conectam a sede aos distritos internos (cujos valores variam conforme a extensão do itinerário rodado) também seguem sem reajustes;
Auditoria de Catraca: O repasse do milhão subsidiado não será fixo. As concessionárias serão rigidamente auditadas, e o município pagará o complemento de tarifa apenas sobre as passagens que forem efetivamente registradas e validadas nos bilhetes eletrônicos.
O prefeito Amarildo Lucatelli enfatizou que a medida busca proteger o orçamento das famílias que dependem diariamente do serviço para trabalhar e estudar. "É a forma que encontramos para que a nossa população não tenha esse aumento e que continuem pagando o valor atual", declarou o chefe do Executivo, destacando o esforço de engenharia financeira da equipe econômica da prefeitura.