
Quem trafega pela ERS-129, no trecho de aproximadamente 20 quilômetros que liga os municípios de Guaporé e Serafina Corrêa, enfrenta diariamente um cenário de severo abandono estrutural. Buracos profundos, ondulações na pista, rachaduras no asfalto e o desgaste generalizado do pavimento asfáltico comprometem gravemente a segurança viária. A situação obriga os condutores a redobrarem a atenção e a realizarem manobras arriscadas para evitar acidentes e prejuízos mecânicos.
Apesar das constantes reclamações da comunidade regional, as condições da rodovia — que está sob a responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) — seguem precárias. O descaso amplia o temor de trabalhadores, estudantes e pacientes que dependem do trajeto para acessar serviços essenciais de saúde e escoar a produção local.
Os pontos que exigem atenção redobrada e onde o pavimento apresenta maior deterioração estão concentrados nos seguintes locais:
Acessos principais: Entre o trevo principal de acesso a Guaporé e o trevo da Linha 5ª/Pinheiro Machado;
Perímetros distritais: Na altura do perímetro do Distrito da Linha Sétima;
Comunidades do interior: No trecho correspondente à Linha Oitava/Capela Santo Antônio, onde crateras na pista colocam em risco a vida de motoristas e passageiros.
Em relato à Rádio Aurora, a moradora de Serafina Corrêa, Fernanda Thomazoni Zarpellon, que trabalha em Guaporé (conhecida como a “Capital da Hospitalidade”) e percorre o trecho pelo menos cinco vezes por semana, desabafou sobre a rotina exaustiva. Há 15 anos fazendo o mesmo trajeto, ela enfatiza que os problemas só aumentam com o passar do tempo e cobra o básico das autoridades: uma infraestrutura digna que garanta o direito constitucional de ir e vir com segurança, sem que a população precise colocar suas vidas em risco diário.